quarta-feira, 23 de abril de 2008

Deus não castiga!


Cantinho da Reflexão
com Mons. Jonas Abib


Deus não castiga!

É importante explicar que a ligação entre pecado e doença não é aquela que geralmente as pessoas costumam acreditar. Quantos pensam que estão doentes porque Deus os castigou. Quem nunca pensou que as doenças e males da sua vida e do mundo são frutos do castigo divino?

Só que Deus não castiga! Acontece que, infelizmente, os nossos pecados acabam provocando doenças e outros problemas. Por exemplo: a pessoa que nutre raiva e rancor acaba com seu fígado, seu estômago, seu sistema circulatório. É uma ligação direta, porque não fomos feitos para odiar.

Nessas situações, é muito ruim não perceber que não foi Deus quem nos castigou, mas nós que, ao vivermos sentimentos e atitudes negativas, demos brecha para o inimigo entrar. Por isso, é necessário que todos se decidam a parar de pecar. Repita: "Pecado na minha vida, nunca mais! Se eu pecar, não vou ficar nem um dia em pecado. Vou reconhecer logo a minha culpa e vou me apresentar ao Senhor, que é amor, misericórdia e perdão. E na hora em que eu reconhecer isso e me apresentar a Ele eu serei perdoado".

É claro que, se for um pecado grave, será preciso passar pelo sacramento da confissão. Dessa forma, eu tenho não somente o perdão de Deus, mas um "documento" que prova que Deus me perdoou. A confissão garante o perdão que você adquire ao reconhecer seu pecado. Portanto, não perca tempo. Reconheça seus pecados o mais rápido possível e receba do Senhor a plena purificação de tudo o que estava impedindo a sua felicidade.

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib

Fundador da Comunidade Canção Nova (http://www.cancaonova.com/ <http://www.cancaonova.com/> )

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Santa Maria Egípcia, Penitente


Conhecida também como Santa Maria do Egito, a eremita

Viveu nos de 500 DC .A historia de Maria é muito conhecida da cristandade na Idade Media.
Maria teria começado a sua vida no Egito, era linda e teria sido uma prostituta com 17 anos de idade e era cínica e totalmente desencantada da vida e detestava o dinheiro. Na verdade ela não amava a nada.Um dia ela, por curiosidade se uniu a um grupo de peregrinos para conhecer Jerusalém.

Em Jerusalém uma força irresistível não a deixava entrar na igreja junto com os outros peregrinos. Mas em frente a uma imagem da Virgem Maria (de acordo com outra versão: no Santo Sepulcro) ela sentiu a enormidade dos seus pecados e recebeu uma visão mandando ela ir para o deserto após o Rio Jordão, onde encontraria a paz.Imediatamente Maria foi para o deserto e apenas levou com ela três pedaços de pão.

Ela se confessou e comungou no monastério de São João Batista, mas não ficou lá e deixou os monges penalizados com a sua determinação de ir para o deserto.

Diz a tradição que ela conseguiu ficar 48 anos no deserto sofrendo de sede e de frio Ela comia algumas frutas e suas roupas viraram farrapos. Algumas vezes se via tentada a voltar a vida de pecado mas a Virgem Maria sempre dava a ela a fortaleza que precisava.

Ela não sabia ler, mas recebia dos anjos a instrução da fé cristã.

Havia um monge chamado Zósimo que nos conta o que sabemos sobre Maria. Ele era um velho homem e viveu em um monastério na Palestina por 53 anos . Todo ano após a Sexta Feira da Paixão, ele ia para o deserto meditar e a cada ano ele caminhava alguns dias a mais do que o ano anterior. Certo ano ao caminhar 20 dias alem do anterior, ele parou para descansar e estava orando quando viu alguém a sua frente. A principio pensou ser o demônio, mas depois viu que se tratada de Maria e ela era uma pessoa extremamente magra, tão magra que apesar de quase nua, não tinha seios e ele não a distinguiria de um homem. Ela estava tostada pelo sol, preta e seca como um velho pedaço de madeira.O monge foi até ela mas ela gritou "Antes coloque um manto sobre mim ,porque eu não tenho roupas". Ele a perseguiu até uma moita onde ela se escondeu. "Pelo amor de Deus", disse ele, "que faz aqui? e por quanto tempo está aqui?""Zósimo, respondeu ela , "por favor dê-me seu manto, me abençoe e perdoa-me os meus pecados e eu sairei daqui".(não se sabe como ela sabia o seu nome).Pelos seus escritos, Zósimo deu detalhes sobre ela.Maria a Egípcia falou sobre a bíblia que ela inexplicavelmente conhecia muito bem.Zósimo ficou impressionado o seu conhecimento espiritual e a sua sabedoria.
Maria disse a Zósimo : "Deixe o seu manto e só volte no próximo ano na Sexta da Paixão e venha com a Eucaristia para mim, e não diga uma só palavra a ninguém."

Como havia prometido ele retornou no ao seguinte na Sexta Santa e deu a ela a santa comunhão.
Ele trouxe ainda figos, damascos e lentilhas mas após Maria receber os sacramentos, ela só comeu três lentilhas.Agradeceu a ele e suplicou que ele retornasse no ano seguinte.

De acordo com a tradição, Santa Maria morreu certa noite e deixou uma mensagem ao monge seu amigo, a qual ela teria escrito em um pedaço de pedra com outra pedra, e dizia o seguinte :
"Padre Zósimo, enterre o corpo desta Maria pecadora aqui. Devolva a terra o que é apenas terra, e ore por mim".Ele reverenciou Maria o resto de sua vida. Ele a chamava de Maria, a Egípcia .

Parece que ela viveu 78 anos.
Na arte litúrgica da Igreja, ela é mostrada com um longo cabelo com o seu emblema, três pedaços de pão.Ela também é mostrada com Maria Madalena, com a qual ela é freqüentemente confundida, mas Madalena carrega uma jarra de óleo e ela apenas as três fatias de pão.

Ela é mostrada ainda sentada em baixo de uma palmeira no deserto, ou lavando os cabelos no Jordão, ou olhando o rio Jordão a distancia, ou sendo expulsa de uma igreja por um anjo com uma espada, ou recebendo a sagrada comunhão de São Zósimo.

Santa Maria Aegyptica, como é chamada, é muito popular no leste mas no ocidente seu culto é pequeno.

Sua festa é celebrada no dia 2 de abril na igreja católica e no dia 9 de abril na igreja ortodoxa grega.

São Francisco de Paula,Confessor

2 de abril

(+ França, 1508, Palestina, séc. V)
Fundador da Ordem dos Mínimos, São Francisco de Paula foi célebre por sua santidade, pelos milagres que praticou e pelas profecias que fez acerca do futuro da Igreja.

Por humildade, nunca quis ser ordenado sacerdote.

Nasceu 1416 em Paola, Calábria ,Itália

Aos 13 anos ele entrou para a Ordem dos Franciscanos em San Marco. Ali ele aprendeu a ler e a ter uma vida austera .Com 14 ele acompanhou seu pai a uma peregrinação a Roma e a Assis, e quando retornaram ele se tornou um eremita em uma caverna perto de Paola. Ele e dois seguidores construíram uma capela.

Em 1450 os seguidores eram tantos que ele estabeleceu uma regra para eles e procurou a aprovação da Igreja. Assim ele foi o fundador da Ordem dos Eremitas de São Francisco de Assis, que foram aprovados pela Santa Sé em 1474. Em 1492 a Ordem foi rebatizada como a Ordem dos Franciscanos Menores o que significa que eles se consideram os menos importantes dos servos de Deus. O povo da cidade ajudou a construírem uma igreja e um monastério.

Ele era profeta, tinha a capacidade de ler as mentes e fez vários milagres. Diz a tradição que certa vez ele levitou sobre a multidão com um cartaz dizendo: "caridade".

Em 1464 Francisco queria cruzar o estreito de Messina para alcançar a Sicília mas o barqueiro não quis leva-lo. Francisco retirou sua túnica colocou na água como se fosse uma prancha, retirou sua faixa e amarrou como se fosse uma vela e velejou com os seus companheiros para o outro lado. O grande compositor e músico Frans Liszt escreveu uma partitura musical inspirado no incidente.

Defensor dos pobres e oprimidos. Dava conselhos e chamava a atenção do Rei Ferdinando de Nápoles. Viajou a Paris a pedido do Papa Sixtus IV para preparar o Rei Luiz XI para enfrentar a morte. Em vez disto São Francisco o curou da doença e com sabedoria usou desta posição para influenciar o curso da política nacional restaurando a paz entre a França e a Bretanha e recomendou uma união entre as famílias dos governantes e entre a França e a Espanha persuadindo Luiz XI a devolver algumas das terras sob disputa.Mais tarde o filho do rei Luiz ,Charles construiu um monastério para ele no parque de Plessis e outro em Amboise, perto de Paris. Em Roma construiu um monastério em Santa Trinitá del Monte na Colina de Pincian, onde somente os franciscanos franceses eram admitidos.

Da côrte da França a fama do santo se espalhou para a Alemanha e Espanha .Os imperadores Maximiliano e Ferdinando fundaram novos monastérios para São Francisco em seus domínios. Francisco era tão amado pelo Rei que não deixava ele retornar a sua terra, assim Francisco passou os últimos 25 anos de sua vida na França.Ele profetizou sua morte e passou seus últimos 3 meses em retiro e solidão preparando-se para a morte. Francisco faleceu em 2 de abril de 1507 em Plessis, França em uma Sexta Feira da Paixão.

O rei ordenou ao pintor Jean Bourdichon que fizesse uma máscara da face do santo, o que foi feito com ele morto, porem antes de ser enterrado. Entretanto como o local do seu túmulo as vezes era inundado pelas água do rio, o rei mandou que fosse desenterrado( havia sido colocado diretamente na terra) e enterrado, dentro de um sarcófago, em outro local. Ao desenterrarem seu corpo 12 dias após sua morte, Jean Bourdichon testemunhou que encontrou seu corpo perfeito sem nenhum mau cheiro ou decomposição, e sua face tão perfeita e o semblante tão suave que ele fez outra mascara mais exata para sua pintura.

Não obstante, em 1562 os Huguenotes quebraram seus túmulo e encontraram seu corpo incorrupto e o queimaram. Os católicos salvaram os ossos e eles foram distribuídos como relíquias em varias partes da Igreja.

Foi canonizado em 1512 pelo Papa Julius II
É padroeiro do barqueiros, de Calábria, Itália (indicado pelo Papa João XXIII em 1963), dos marinheiros, dos oficiais navais e dos jornaleiros.

Na arte litúrgica da Igreja é mostrado como: 1) um homem com a palavra "caridade" levitando sobre a multidão; ou 2) como um homem com uma caveira e um açoite, e 3) com um homem velejando no seu casaco.

Para os devotos deste santo em Minas Gerais: Existe uma linda Capela de São Francisco de Paula, localizadaem São Francisco dos Campos, Distrito de Delfim Moreira, MG.

Foi construída, conforme informações gentilmente enviadas pela leitora Tatyana Bellini, em 1894 pelo Barão da Bocaiuva e trata-se de uma Capela muito graciosa que está sendo objeto de um projeto de restauração. Click aqui


segunda-feira, 31 de março de 2008

São Benjamim, Mártir



31 de março (+ Pérsia, séc. V)
Era diácono e pregava a verdadeira religião entre os adoradores do fogo que dominavam a Pérsia.

Foi aprisionado e sofreu tormentos espantosos por se recusar a adorar o fogo.

Afinal morreu empalado, por amor a Nosso Senhor Jesus Cristo.

Nasceu na Pérsia em 394DC. Converteu-se ao cristianismo e foi sagrado diácono. Foi preso pela sua fé, por um ano, e foi libertado com a condição de nunca mais falar sobre Cristo e que ele nunca fosse ouvido pela corte real. Benjamin tornou-se um pregador de rua proclamando a palavra de Deus por onde passava.


Diz à tradição que, quando os ouvintes não acreditavam em suas palavras, ele simplesmente curava um cego, paralítico ou leproso para mostrar aos incrédulos o poder de Jesus. Com isso converteu centenas. Pela sua obstinação em evangelizar seu povo, durante as perseguições do Rei Varanes, ele foi preso, torturado para renegar a sua fé publicamente, e como não o fizesse foi duramente martirizado.

As terríveis atrocidades do Rei Varanes, são relatadas pelo historiador contemporaneo Theodoret em sua "Eclesiastical History".No seu julgamento, São Benjamim perguntou ao Rei o que ele acharia de um súdito que renunciasse a sua lealdade e da mesma forma ele não poderia renunciar a Cristo. O rei ordenou que enfiassem farpas de bambu debaixo de suas unhas e nas partes mais sensíveis de seu corpo. Como Benjamin não cedeu o Rei mandou que enfiassem uma estaca grossa e cheia de nós, pelo seu anus atravessando seu intestino. Ele expirou em terrível agonia, em 424 DC na Pérsia.

Ele é muito venerado na Rússia e Grécia.

terça-feira, 25 de março de 2008

Santa Léia, Viúva



22 de março
(+ Roma, 383)
Nobre romana, dirigida espiritual de São Jerônimo, que escreveu seu elogio.

Depois de viúva retirou-se a um mosteiro, do qual chegou a ser superiora.

Páscoa!!


A Luz resplandeceu! Demos graças a Deus!


Felizes, reunimo-nos em Comunidade para proclamar a Páscoa do Senhor. Ele está vivo para sempre e entre nós. Sua ressurreição é a verdade sobre a vida, sobre o homem e a mulher: Nele não há mais morte porque a vida é vencedora! Ninguém é capaz de conter a luz nova da Páscoa que resplandeceu sobre o mundo. Por isso, demos graças a Deus Pai que ressuscitou o Redentor do mundo!

São Turíbio de Mogrovejo, Bispo e Confessor



23 de março
(+ Peru, 1606)
Era advogado e membro destacado do Tribunal da Santa Inquisição, no sul da Espanha.Embora fosse leigo, seu conhecimento teológico e sua piedade fizeram com que fosse nomeado arcebispo de Lima, pelo Papa Gregório XIII.Recebeu as ordens menores, foi ordenado sacerdote e pouco depois recebeu a sagração episcopal. Modelo de pastor e de verdadeiro benfeitor dos índios, durante 25 anos dedicou-se incansavelmente ao apostolado no Peru.

Santa Catarina da Suécia, Virgem



24 de março
(+ Valdstena, Suécia, 1381)
Era filha de Santa Brígida e tinha parentesco com a família real sueca.Casou com um nobre de grande virtude e, de comum acordo com ele, ambos conservaram castidade perfeita. Ficou viúva ainda jovem. Sendo de excepcional beleza, teve muita dificuldade para livrar-se dos numerosos pretendentes à sua mão.Conseguiu afinal recolher-se ao mosteiro de Valdstena, fundado por Santa Brígida, chegando a ser superiora dele.

Maria, me toma pelas suas mãos…



Não podemos supor que o menino Jesus não tenha tropeçado e que nunca tenha caído ao chão, quando aprendia a engatinhar, e dar os primeiros passos. Maria certamente acudia solícita para levantá-lo e logo certamente o leva pela mão, para sustentá-lo e guiá-lo.


Agora, quando Maria vê que seus filhos caíram em pecado mais pela fraquesa do que pela má vontade, também acode pronta para socorrer-nos.


Se não queremos voltar a caír e acostumarmos a caminhar na via do Senhor, deixemo-nos que Maria nos tome pela mão, apoiemo-nos nela, guiados por seu espírito, alentados por seu amor, animados por seu olhar, sustentados por sua companhia, tranquilizados por sua devoção.


Mãe, implora o perdão para as mães que rejeitam seus filhos antes de fitá-los nos olhos.

Amém.


lv "Os Cinco Minutos de Maria" Alfonso Milagro

Anunciação do Anjo e Encarnação do Verbo


25 de março

Na humildade e no recolhimento de um lar de Nazaré se passou o mais transcendente acontecimento da História.

Quando a Santíssima Virgem respondeu ao Arcanjo São Gabriel "Faça-se em mim segundo a tua palavra" (São Lucas, 1,38), o próprio Verbo de Deus, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, "se fez carne e habitou entre nós" (São João, 1,14).

Tinha assim início o processo de Redenção do gênero humano, o qual culminaria no Calvário, com a Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.

No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado a uma cidade da Galiléia chamada Nazaré. Foi a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José, que era descendente de Davi. E o nome da virgem era Maria. O anjo entrou onde ela estava e disse:
"Alegra-te, cheia de graça! O Senhor está com você!"
Ouvindo isso, Maria ficou preocupada, e perguntava a si mesma o que a saudação queria dizer. O anjo disse:
"Não tenha medo, Maria, porque você encontrou graça diante de Deus. Eis que você vai ficar grávida, terá um filho, e dará a ele o nome de Jesus. Ele será grande, e será chamado Filho do Altíssimo. E o Senhor dará a ele o trono de seu pai Davi, e ele reinará para sempre sobre todos os descendentes de Jacó. E o seu reino não terá fim."

Maria perguntou ao anjo:
"Como vai acontecer isso, se não vivo com nenhum homem?"

O anjo respondeu:
"O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo a cobrirá com sua sombra. Por isso, o Santo que vai nascer de você será chamado Filho de Deus. Olhe a sua parenta Isabel: apesar de sua velhice, ela concebeu um filho. Aquela que era considerada estéril, já faz seis meses que está grávida. Para Deus nada é impossível." Maria disse:
"Eis a escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra."
E o anjo a deixou.
. . .
( Evangelho de Lucas 1, 26-38 )

Paz


Se a provação te aflige, Deus te conceda paz.
Se o cansaço te pesa, Deus te sustente em paz.
Se te falta a esperança, Deus te acrescente a paz.
Se alguém te ofende ou fere, Deus te renove em paz.
Sobre as trevas da noite, o Céu fulgura em paz.
Ama, serve e confia. Deus te mantém em paz.
EMMANUEL

quinta-feira, 20 de março de 2008

Quarenta Santos Mártires de Sebaste



10 de março (+ Armênia, 320)

Hoje estamos lembramos o testemunho dos quarenta Mártires que deram tão grande testemunho de fé e coragem que Santo Éfrem expressou-se quanto a eles: "Que desculpa poderemos apresentar ao tribunal de Deus, nós, que, livres de perseguição e torturas, deixamos de amar a Deus e trabalhar na salvação de nossas almas?" O testemunho da ousadia destes homens que no século IV foram impelidos pelo imperador Licínio a um juramento de fidelidade para todos os soldados que consistia em sacrificar aos ídolos protetores do Império.

Diante da injusta ordem das autoridades, quarenta cristãos pertencentes a guarda do Império recusaram a direção e foram sinceros ao dizerem: "Até ao presente combatemos e vencemos a serviço dum senhor mortal como nós; agora queremos lutar e vencer sob a bandeira de Cristo, que é o Deus verdadeiro a quem devemos obediência e adoração!" Desta forma venceram e ganharam o direito da coroa imperecível, já que irredutíveis foram torturados.

Eram quarenta soldados cristãos, de várias nacionalidades, que foram presos e submetidos ao suplício de serem lançados nus, em pleno inverno, num lago semigelado.

Foi um suplício lento e extremamente doloroso. A certa altura um dos supliciados resolveu renunciar a Jesus Cristo e saiu do lago, morrendo imediatamente e sem ter alcançado a palma do martírio. Um dos guardas pagãos, tocado pela graça, lançou-se ao lago proclamando que também queria ser cristão e morrer por Nosso Senhor. Ficou completo, assim, o número dos mártires.

O mais jovem de todos sobreviveu até o ponto de morrer nos braços da amada mãe; hoje estamos combatendo o mistério da iniquidade com ardor, fé e a Graça de conviveu hoje.

São Martinho de Braga, Bispo



20 de março

Nascido em território que atualmente pertence à Hungria, transferiu-se para a Península Ibérica, depois de ter sido durante algum tempo monge na Terra Santa.

Foi bispo de Braga, a Sé Primacial de todas as Espanhas.

Era muito grande sua erudição e deixou escritos de grande valor.

Martinho de Dume, Martinho Dumiense ou ainda Martinho de Braga (ou Martinho Bracarense) são os vários nomes por que é conhecido Martinho da Panónia, um bispo de Braga e de Dume considerado santo pela Igreja Católica.

Martinho nasceu na Panónia, actual Hungria, no século VI. Estudou grego e ciências eclesiásticas no Oriente. De volta ao Ocidente, dirigiu-se para Roma e para a França, onde visitou o túmulo do seu conterrâneo Martinho de Tours. É tido como o apóstolo dos Suevos, responsável maior pela sua conversão do arianismo ao catoliscismo.

Estabeleceu um mosteiro numa aldeia das proximidades de Braga, Dume, a partir do qual começou a irradiar a sua pregação. Estabeleceu a diocese de Dume (caso único na história cristã - confinada ao mosteiro a que presidia), da qual foi primeiro bispo e, depois, por vacatura da diocese bracarense, foi feito metropolita de Braga, então capital do reino suevo.

Reuniu o Concílio de Braga em 563, tendo proibido que se cantassem muito dos hinos e cantos de carácter popular que estavam incluídos nas missas e noutras celebrações. Ao longo dos anos, a música litúrgica foi sendo fixada no Cantochão, mas o povo, apoiado num substrato musical muito antigo, apoderou-se de alguns destes cânticos da Igreja e popularizou-os, dando-lhes a sua interpretação própria.

Para além de batalhador pela ortodoxia contra os arianos, foi também um fecundo escritor. Entre as principais obras, citamos: Escritos canônicos e litúrgicos. Destacou-se também como tradutor (designadamente, dos Pensamentos dos padres egípcios).
Morreu no dia 20 de março de 579 e foi sepultado na catedral de Dúmio. Para si compôs o seguinte epitáfio: Nascido na Panônia, atravessando vastos mares, impelido por sinais divinos para o seio da Galícia, sagrado bispo nesta tua igreja, ó Martinho confessor, nela instituí o culto e a celebração da missa. Tendo-te seguido, ó patrono, eu, o teu servo Martinho, igual em nome que não em mérito, repouso agora aqui na paz de Cristo.

Martinho de Dume é também uma figura de capital importância para a história da cultura e língua portuguesas; de fato, considerando indigno de bons cristãos que se continuasse a chamar os dias da semana pelos nomes latinos pagãos de Lunae dies, Martis dies, Mercurii dies, Jovis dies, Veneris dies, Saturni dies e Solis dies, foi o primeiro a usar a terminologia eclesiástica para os designar (Feria secunda, Feria tertia, Feria quarta, Feria quinta, Feria sexta, Sabbatum, Dominica Dies), donde os modernos dias em língua portuguesa (Segunda-feira, Terça-feira, Quarta-feira, Quinta-feira, Sexta-feira, Sábado e Domingo), caso único entre as línguas novilatinas, dado ter sido a única a substituir inteiramente a terminologia pagã pela terminologia cristã.

Isto explica o facto de os mais antigos documentos redigidos em português, fortemente influenciados por este latim eclesiástico, não terem qualquer vestígio da velha designação romana dos dias da semana, prova da forte acção desenvolvida por Martinho e seus sucessores na subsituição dos nomes.

Martinho tentou também substituir os nomes dos planetas, mas aí já não foi tão bem sucedido, pelo que ainda hoje os chamamos pelos seus nomes clássicos pagãos.


Obras
Pro Repellenda Iactantia (Em favor da jactância que deve ser repelida)
Item de superbia (Acerca da soberba)
Exhortatio humilitatis (Exortação da humildade)
Sententiae Patrum Aegyptiorum (Sentenças dos Padres Egípcios)
De ira (Da Ira)
De correctione rusticorum (Da Correcção dos rústicos)
Formula vitae honestae (Fórmula da vida honesta)

quarta-feira, 19 de março de 2008

Reflexão - março 2008




Cantinho da Reflexão

com Mons. Jonas Abib


Ou santa, ou nada!

Neste mês de comemoração do papel das mulheres na sociedade, é importante lembrar que precisam confiar em Deus para vencer uma verdadeira conspiração que se estabeleceu contra elas.

O inimigo, que é o príncipe deste mundo, está conspirando contra elas. Deus quer que você, mulher, chegue ao máximo, porque o Senhor precisa de você como precisou da Virgem Maria.

A Igreja e o mundo precisam de você.Você não deve bobear, nem cair nas armadilhas do mundo. Deus precisa de você. Seus filhos, seu marido, sua família precisam de você. Fixe o seu coração em Deus, ponha a sua meta em Jesus. E você, mais do que ninguém, precisa repetir com convicção: "Por hoje não vou mais pecar". Diga com veemência: "Ou santa ou nada", porque a sua família precisa da sua santidade.

Eu posso dizer sem receio que Deus também precisa da sua santidade. Você é muito mais do que o sal, a luz e o fermento, dos quais falou Jesus. Por isso, não perca a sua "qualidade de sal", de "fermento" e, principalmente, de "luz" para este mundo.

Deus te abençoe, mulher! Não só neste mês, mas em todos os meses e em todos os anos.

Lembre-se: "Ou santa, ou nada".

Seu irmãoMonsenhor Jonas Abib

Mais informações:http://www.cancaonova.com/

São José

São José em quadro de Guido Reni

19 de março
Príncipe da Casa Real de Davi e ao mesmo tempo humilde carpinteiro, é difícil se poder avaliar a grandeza de sua missão.É considerado o Patrono da Boa Morte porque morreu assistido pela Santíssima Virgem, sua Esposa, e pelo próprio Homem-Deus, de quem era pai adotivo.Foi também declarado Patrono da Santa Igreja.

José é um personagem célebre do Novo Testamento da Bíblia por ser o pai legal de Jesus, o fundador do Cristianismo. Pela tradição e pelas Escrituras, nasceu em Belém (Judéia) da Judéiano século I a.E.C., era pertencente à tribo de Judá e descendente do rei Davi de Israel.
Segundo a tradição, José foi designado por Deus para se casar com a jovem Maria, mãe de Jesus, que era uma das consagradas do Templo de Jerusalém, e passou a morar com ela e sua família em Nazaré, uma localidade da Galileia. Segundo a Bíblia, era carpinteiro de profissão, ofício que teria ensinado seu filho.

Segundo a Biblia, no Evangelho de Lucas, o Imperador Augusto, ordenou um recenseamento em todo o Império Romano, que na época incluia toda a região, e a jovem Maria e seu esposo José se dirigiram a Belém, por ser esta, terra de seu esposo. Nessa época, submetido ao Império Romano, reinava na Judéia Herodes o Grande, célebre pela crueldade.

O texto do Evangelho deixa claro que José era o pai legal e certo de Jesus, pelo que (Mateus 1) é através de José que é referida a ascendência de Jesus até Davi e Abraão, embora o texto deixe inequívoco que ele não foi o pai biológico de Jesus. José quando encontrou Maria grávida "sem antes terem coabitado", "sendo justo e não a querendo infamar, resouveu deixá-la secretamente", quando na época a lei bíblica vigente (Deuteronômio 22) prescrevia a lapidação (morte por pedradas) das adúlteras. Eis que, então, enquanto José dormia, apareceu-lhe, em sonho, um anjo que pede-lhe que não tema em receber Maria como sua esposa, "pois o que nela foi gerado é do Espírito Santo", passagem normalmente interpretada pelos cristãos como uma concepção sem necessidade de uma participação masculina e, desde que se a suponha também virgem, de uma concepção virginal (já por tradições judaicas, Jesus é referido como "mamzer", algo como bastardo). De qualquer forma, portanto, o Evangelho não deixa dúvidas de que não é "pela carne" que Jesus herda os títulos messiânicos de "filho de Davi" e "filho de Abraão" com o que Mateus abre o Novo Testamento.

O texto evangélico também é insistente —ao apresentar a genealogia de José e citar uma linha patrilinear que inclui os reis de Judá e vai até Davi e Abraão— em ressaltar terríveis impurezas morais na ancestralidade de José, o marido de Maria a mãe de Jesus. Entre tantos homens, somente quatro mulheres, além de Maria, são citadas por Mateus nessa lista genealógica: Tamar, Raabe, Rute e a mulher de Urias (Betsabé), respectivamente: uma incestuosa, uma prostituta, uma estrangeira (era proibido aos israelitas casarem-se com estrangeiras) e a que foi tomada como esposa pelo rei Davi, que para obter isso encomendou a morte de seu marido, Urias, significando aqui o assassinato e o adultério.

Nessa época, Maria, sua esposa deu à luz Jesus numa manjedoura, pois não encontraram outro local para se hospedarem em Belém. Devido a tirania do rei Herodes e de sua fúria em querer matar o menino Jesus por ter ouvido que havia em Belém nascido o Cristo (o Messias), a Biblia, no Evangelho de Mateus, refere que Deus, igualmente em sonho, orientou seu esposo José para que fugissem para o Egito. Assim, apenas nascido, Jesus já era um exilado, juntamente com José e Maria seus pais.

Posteriormente, tendo Herodes morrido, um anjo de Deus, igualmente em sonho, aparece a José e orienta-o para que regressem à terra de Israel "porque já morreram os que atentavam contra a vida do menino". Ao regressar, tendo ouvido que Arquelau reinava na Judéia no lugar de seu pai Herodes, temeu ir para lá e, por mais uma vez, em sonho, tendo sido prevenido por divina advertência, retirou-se para a região da Galiléia, voltando a família a residir em Nazaré.
O lugar que José ocupa no Novo Testamento é discreto: está totalmente em função de Cristo e não por si mesmo. José é um homem silencioso, e pouco aparece na Bíblia. Não se sabe a data aproximada de sua morte, mas ela é presumida como anterior ao início da vida pública de Jesus.
São José é um dos santos mais populares da Igreja Católica, tendo sido proclamado "protetor da Igreja universal", por seu ofício, "padroeiro dos trabalhadores" e, pela fidelidade a sua esposa, como "padroeiro das famílias", sendo também padroeiro de muitas igrejas e lugares do mundo.
Categorias de páginasSantos Personagens bíblicos

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Este artigo é cortesia de aidepikiW e é licenciado sob o GNU Free Documentation License 1.2.Esta página foi modificada pela última vez a 02:00, 10 Setembro 2006.Este artigo da enciclopédia, da história, da geografia e da biografia sobre o São José contem a pesquisa sobre São José, Santos e Personagens bíblicos.Você pode contatar Arikah em mf.liamtsaf@hakir_a (em inglês por favor).
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http://www.arikah.net/enciclopedia-portuguese/São_José



Oração a São José - (19 de março) Ó Glorioso São José, a quem foi dado o poder de tornar possíveis as coisas humanamente impossíveis, vinde em nosso auxílio nas dificuldades em que nos achamos. Tomai sob vossa proteção a causa importante que vos confiamos, para que tenha uma solução favorável. Ó pai muito amado, em vós depositamos toda nossa confiança. Que ninguém possa jamais dizer que vos invocamos em vão. Já que tudo podeis junto de Jesus e Maria mostrai-nos que vossa bondade é igual ao vosso poder. São José, a quem Deus confiou o cuidado da mais Santa Família que jamais houve, sede, nós vo-lo pedimos, ó Pai e protetor da nossa, e impetrai-nos a graça de vivermos e morrermos no amor de Jesus e Maria! São José, rogai por nós!

terça-feira, 18 de março de 2008

São Cirilo de Jerusalém, Bispo, Confessor e Doutor da Igreja



18 de março
Patriarca de Jerusalém, sofreu perseguições dos hereges durante seu pontificado, sendo três vezes desterrado e passando, no total, 16 anos no exílio.

Ele nos fala sobre a Quaresma como tempo para a conversão. Eu particularmente sou apaixonado por textos dos Santos Padres e Doutores da Igreja, sobretudo dessa época, pois é um tempo onde a Igreja está no cerne. Isso nos mostra que a Igreja Católica é a mesma desde sempre. Veja o texto de São Cirilo:


É agora o tempo da confissão. Confessa as tuas faltas por palavras e por ações, as da noite e as do dia. Confessa-as neste “tempo favorável”, neste “dia de salvação” (Is 49,8; 2Co 6,2); recebe o tesouro celeste… Deixa o presente e crê no futuro.

Percorreste tantos anos sem interromper os teus vãos trabalhos da terra e não podes parar quarenta dias para te ocupares do teu próprio fim? “Parai e sabei que eu sou Deus”, diz a Escritura (Sl 45,11).

Renuncia à multidão de palavras inúteis, não maldigas, não escutes também o maledicente, mas põe-te disponível para rezar. Mostra na ascese o fervor do teu coração; purifica esse receptáculo para receber uma graça mais abundante. Porque a remissão dos pecados é dada igualmente a todos, mas a participação no Espírito Santo é concedida na medida da fé de cada um. Se te esforçares pouco, recolhes pouco; se trabalhares muito, grande será a tua recompensa. És tu mesmo que estás em jogo ; vela pelo teu interesse. Se tens uma queixa contra alguém, perdoa-lhe. Acabas de receber o perdão das tuas faltas, impõe-se que também tu perdoes ao pecador, porque com que cara dirás ao Senhor: “Afasta de mim os meus numerosos pecados”, se tu mesmo não perdoaste ao teu companheiro e as suas faltas para contigo (cf. Mt 18,23s)?

Eis a diferença entre a verdadeira Igreja de Cristo e as demais… A fidelidade no anúncio da Palavra.



sexta-feira, 14 de março de 2008

São Nicéforo, Mártir



13 de março

Foi Patriarca de Constantinopla e faleceu no desterro, porque defendeu o culto às imagens sagradas contra a heresia dos iconoclastas.

É honrado como mártir pelo muito que sofreu nas perseguições de que foi vítima por sua fidelidade à doutrina e ao espírito da Santa Igreja.

Santa Matilde, Viúva



14 de março

A rainha Santa Matilde, depois de viúva de Henrique, o Passarinheiro, foi despojada de seus bens pelos filhos e ficou algum tempo reclusa num mosteiro.

Quando recuperou sua posição, dedicou-se a obras de caridade e fundou igrejas, mosteiros e hospitais.

Praticou milagres e fez profecias.

Foi avó de Hugo Capeto, primeiro monarca francês da dinastia capetíngia.

De Santa Matilde descendem os reis de Portugal e a Família Imperial Brasileira.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Santa Perpétua e Santa Felicidade, Mártires


7 de março (+ Cartago, 203)
Perpétua era uma nobre cartaginesa, de 22 anos, e Felicidade era uma escrava também jovem. Por serem cristãs foram aprisionadas. Perpétua levou consigo um filhinho de tenra idade, e Felicidade estava grávida e deu à luz na prisão, dois dias antes de serem martirizadas. Ambas tiveram seus nomes inscritos no Cânon da Missa.

As duas santas foram martirizadas em 7 de março de 203, na cidade de Cartago, por ordem do imperador romano Sétimo Severo, que havia proibido a conversão de Cristãos. Em conseqüência deste decreto, cinco catecúmenos foram caçados e presos em Cartago: Perpétua, uma jovem casada de origem nobre; a escrava Felicidade e seu companheiro Revocatus; Saturnino e Secundulus.

A seguir se juntou ao grupo Saturus, que se declarou Cristão perante o júri.
Antes de serem enviados para a prisão, os cinco catecúmenos foram batizados. Uma visão indicou a Perpétua que seu martírio estava próximo. Seu pai, pagão, tentou convencê-la renegar sua fé para escapar do martírio, mas foi em vão.

O julgamento correu com o Procurador Hilariano e os seis confessaram sua Fé Cristã. Novamente o pai de Perpétua, com o filho dela nos braços, tenta convencê-la a abandonar a Fé, com ajuda do procurador, mas ela continua irredutível.

Os Cristãos foram condenados a serem despedaçados por feras e eles agradeceram a Deus pelo martírio. Santa Perpétua teve visões de seu irmão mais novo ficando mais feliz e saudável. Em outra visão ela se viu conquistando um etíope selvagem, o que a fez acreditar que ela não iria lutar com animais mais sim com o Demônio. Saturus também escreveu suas visões, onde ele viu a si mesmo e a Perpétua sendo carregados por anjos para um jardim, onde eles encontrariam outros africanos martirizados na mesma perseguição.

Os Cristãos iriam para a arena com os animais em jogos realizados durante as comemorações de aniversário do imperador Geta. Secundulus morreu na prisão. Felicidade, que ao ser presa estava com oito meses de gravidez, deu à luz na prisão dois dias antes da data dos jogos e a criança foi adotada por uma Cristã.

No dia 7 de março, eles foram levados para o anfiteatro. A pedido da multidão pagã eles foram chicoteados e um porco selvagem, um urso e um leopardo foram atrás dos homens e uma vaca selvagem, das mulheres. Feridos pelos animais, foram decapitados. Os corpos estão enterrados em Cartago, embaixo da Basílica Majorum.

Os nomes de Santa Felicidade e Perpétua foram incluídos no cânon da missa.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Santa Rosa de Viterbo, Virgem



6 de março (+ Viterbo, Itália, 1252)
Morreu com apenas 18 anos.

Sua vida é repleta de episódios maravilhosos. Com apenas 12 anos já exortava a população de Viterbo a fazer penitência e a se manter fiel à Igreja, sem dar ouvidos às heresias que se difundiam na época. Seu corpo foi preservado da corrupção após a morte, e conservou-se perfeitamente intacto até mesmo depois de um incêndio que consumiu a madeira do próprio caixão.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

RECADO PARA VOCÊ!!!!


Deus não trabalha na ansiedade do homem.

As coisas acontecem na hora certa!

As coisas acontecem exatamente quando devem acontecer!

Leia a primeira linha com atenção.

Se Deus trouxe isto a você, Ele lhe trará algo através disto!

Momentos felizes, louve a Deus.

Momentos difíceis, busque a Deus.

Momentos silenciosos, adore a Deus.


Momentos dolorosos, confie em Deus.

Cada momento, agradeça a Deus.


E seja plenamente feliz!!

Santo Osvaldo


29 de Fevereiro
Santo Osvaldo foi bispo e confessor.

Era irmão de Santo Odom, arcebispo de Cantuária, que o fez cónego de Winchester.

Renunciou, entretanto, a este cargo e fez-se monge em Fleury-sur-Loire, em França.

Foi nomeado bispo de Worcester e, juntamente com o arcebispo de Cantuária e o bispo de Winchester, restabeleceu a disciplina monástica. Diante da recusa do clero local em aceitar suas reformas, Santo Osvaldo mandou construir uma abadia e uma igreja dedicada a Nossa Senhora .

Ali colocou os beneditinos, substituindo assim o clero renitente.

Em 972 foi feito arcebispo de York, pelo rei Edgar.

Foi um grande incentivador das ciências, tornando os mosteiros sob sua jurisdição, verdadeiros centros de estudos.

Na Quaresma, costumava lavar diariamente os pés de doze pobres.

Segundo consta, Santo Osvaldo morreu quando terminava uma dessas cerimónias de lava-pés.

Era o dia 29 de Fevereiro de 992.



quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

São Cirilo e São Metódio, Bispo e Confessores


14 de fevereiro
Eram irmãos, naturais da Tessalônica, e se dedicaram à evangelização dos eslavos, na Europa Central.

São Cirilo criou um alfabeto próprio para os eslavos, para cuja língua traduziu as Sagradas Escrituras e os principais livros litúrgicos, sendo por isso considerado o pai da cultura eslava.

São Metódio foi bispo de Sírmio. Em 1980 ambos foram proclamados co-patronos da Europa, ao lado de São Bento, pelo Papa João Paulo II.

"Quem crê no Filho tem a vida eterna" Jo 3,36a

Os Santos empregaram toda a força do seu corpo e do seu amor em favor dos irmãos.

Hoje vamos lembrar dois Santos muito venerados na Europa: São Cirilo e São Metódio.

Ambos trabalharam na Europa Central, no século IX.

Foram eles que compuseram o alfabeto eslavo.

Puderam, assim, levar o povo a ler o Evangelho e a rezar na própria língua eslava.

Foram também os homens de maior influência sobre os povos da Europa Central, no primeiro milénio, desde a República Tcheca até à Polónia.

O Nascimento do Rosário

O Rosário é uma oração cuja origem se perde nos tempos. A tradição diz que foi revelado a S. Domingos de Gusmão (1170-1221), numa aparição de Nossa Senhora, quando ele se preparava para enfrentar a heresia albigense.

Parece não haver muitas dúvidas de que o Rosário nasceu para resolver um problema importante dos novos frades mendicantes. De facto, os franciscanos e dominicanos estavam a introduzir um novo tipo de ordem religiosa no século XII, em alternativa aos antigos monges, sobretudo Beneditinos e Agostinhos. Estes, nos seus mosteiros, rezavam todos os dias os 150 salmos do Saltério. Mas os mendicantes não o podiam fazer, não só por causa da sua pobreza e estilo de vida, mas também porque em grande parte eram analfabetos.

Assim nasceu, nos dominicanos, o Rosário, o “saltério de Nossa Senhora”, a “Bíblia dos pobres”, com 150 Avé-Marias. Um pouco mais tarde, em 1422, pelas mesmas razões, os franciscanos criaram a Coroa Seráfica, uma oração muito parecida, mas com estrutura ligeiramente diferente (tem sete mistérios, em honra das sete alegrias da Virgem, os mistérios Gozosos, trocando a Apresentação no Templo pela Adoração dos Magos e os dois últimos Gloriosos, acrescentando mais duas Avé-Marias em honra dos 72 anos da vida de Nossa Senhora na Terra).
Mas é preciso dizer que, nessa altura, não havia ainda a Ave Maria.

Já desde o século IV se usava a saudação do arcanjo S. Gabriel (Lc 1, 28) como forma de oração, mas só no século VII ela aparece na liturgia da festa da Anunciação como antífona do Ofertório.
No século XII, precisamente com o Rosário, juntam-se as duas saudações a Maria, a de S. Gabriel e a de S. Isabel (Lc 1, 42), tornando-se uma forma habitual de rezar.

Em 1262 o Papa Urbano IV (papa de 1261-1264) acrescenta-lhes a palavra “Jesus” no fim, criando assim a primeira parte da nossa Ave Maria.

Só no século XV se acrescenta a segunda parte de súplica, tirada de uma antífona medieval. Esta fórmula, que é a actual, torna-se oficial com o Papa Pio V (1566-1572). Grande reformador no espírito do concílio de Trento (1545-1563), S. Pio V é o responsável pela publicação do Catecismo, Missal e Breviário Romanos surgidos do Concílio, que renovam toda a vida a Igreja.

Foi precisamente no Breviário Romano, em 1568, que aparece pela primeira vez na oração oficial da Igreja a Avé-Maria.



Sabemos que nem sempre é fácil seguir Jesus, por isso pedimos a ajuda da Sua Mãe. E é através de Maria que chegamos até Jesus.Ao rezar o terço ou o Rosário, estamos a meditar nos mistérios da vida de Jesus e a pedir a intercessão de Maria para fazermos a vontade de Jesus e a melhor forma é tomá-La como modelo de fé e procurar ser como Ela e escutar o pedido que ela nos faz nas Bodas de Cana «Fazei o que Ele vos disser».

O Rosário até João Paulo II


O Rosário aparece em múltiplos momentos da vida da Igreja. Já no fresco do Juízo Final, pintado por Miguel Ângelo (1475-1564) na Capela Sistina do Vaticano de 1536 a 1541, estão representadas duas almas a serem puxada para o céu por um Terço. São as almas de um africano e de um asiático, mostrando a universalidade missionária da oração.

A 12 de Outubro de 1717, foi retirada do rio Paraíba uma imagem de Nossa Senhora com um Terço ao pescoço por três humildes pescadores, Domingos Martins Garcia, João Alves e Felipe Pedroso, em Guaratinguetá, São Paulo. Essa estátua, de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, foi declarada em 1929 Rainha e Padroeira do Brasil.

A Imaculada Conceição rezou o Terço com Bernadette Soubirous (1844-1879) nas aparições de Lourdes em 1858.

O Papa Leão XIII, “Papa do Rosário”, como lhe chama a recente Carta Apostólica do Papa (n.º 8) dedicou mais de 20 documentos só ao estudo desta oração, incluindo 11 encíclicas.

Também o Beato Bártolo Longo (1841-1926) é um os grandes divulgadores do Rosário, como o refere a recente Carta Apostólica (n.º 8, 15, 16, 36, 43). Antigo ateu, espírita e sacerdote satânico, depois da sua conversão viu na intercessão de Nossa Senhora a sua única hipótese de salvação. Sendo advogado, em 1872 deslocou-se à região de Pompeia por motivos profissionais e ficou chocado com a pobreza, ignorância, superstição e imoralidade dos habitantes dos pântanos. Entregou-se a eles para o resto da vida. Arranjou um quadro da Senhora do Rosário, que fez vários milagres e criou em 1873 a festa anual do Rosário, com música, corridas, fogo de artifício.

Construiu uma igreja para essa imagem, que se veio a tornar no Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Pompeia. Fundou uma congregação de freiras dominicanas para educar os órfãos da cidade, escreveu livros sobre o Rosário e divulgou a devoção dos «Quinze Sábados» de meditação dos mistérios.

Outro grande momento da divulgação do Terço é, sem dúvida, Fátima. “Rezar o Terço todos os dias” é a única coisa que a Senhora referiu em todas as suas seis aparições. A frase repete-se sucessivamente, quase como uma ladainha, manifestando bem a sua urgência e importância. Na carta do Dr. Carlos de Azevedo Mendes, num dos primeiros documentos escritos sobre Fátima, afirma-se “Como te disse examinei ou antes interroguei os três em separado. Todos dizem o mesmo sem a mais pequena alteração. A base principal que de tudo, o que me dizem, deduzi é «que a aparição quer que se espalhe a devoção do Terço»”

A história do Rosário não pode terminar sem referir um momento decisivo desta evolução. A escolha do Papa João Paulo II de celebrar as suas bodas de prata pontifícias com o Rosário, acrescentando-lhe os cinco mistérios luminosos, é um marco importante na devoção. Mas a ligação do Papa a esta oração não é de hoje, como ele mesmo diz na Carta: “Vinte e quatro anos atrás, no dia 29 de Outubro de 1978, apenas duas semanas depois da minha eleição para a Sé de Pedro, quase numa confidência, assim me exprimia: «O Rosário é a minha oração predilecta. Oração maravilhosa! Maravilhosa na simplicidade e na profundidade.»”(n.º 2)

O Rosário...


O Rosário é oração tipicamente meditativa e corresponde, de certo modo, à “oração do coração” (nº5)

O Pai Nosso «Após a escuta da Palavra e concentração no mistério, é natural que o espírito se eleve para o Pai. Em cada um dos seus mistérios, Jesus leva-nos sempre até ao Pai. para Quem Ele se volta continuamente.(nº32)

As dez “Ave Marias” «Este elemento é o mais encorporado do Rosário e também o que faz dele oração mariana por excelência. A repetição da Ave Maria no Rosário sintoniza-nos com este encanto de Deus: é júbilo, admiração, reconhecimento do maior milagre da história. O baricentro da Ave Maria, uma espécie de charneira entre a primeira parte e a segunda, é o nome de JESUS. …Ora, é precisamente pela acentuação dada ao nome de Jesus e ao seu mistério que se caracteriza a recitação expressiva e frutuosa ao Rosário.» (nº33)

O Glória «a doxologia trinitária é a meta da contemplação cristã. De facto, Cristo é o caminho que nos conduz ao Pai no Espírito. Se percorrermos em profundidade este caminho, achamo-nos continuamente na presença do mistério das três Pessoas divinas para As louvar, adorar, agradecer. É importante que o Glória, apogeu da contemplação, seja posto em grande evidência no Rosário.»(nº34)

A jaculatória final «Na prática corrente do Rosário, depois da doxologia trinitária diz-se uma jaculatória, que varia segundo os costumes. Sem diminuir em nada o valor de tais invocações, parece oportuno assinalar que a contemplação dos mistérios poderá manifestar melhor toda a sua fecundidade, se se tiver o cuidado de terminar cada um dos mistérios com uma oração para obter os frutos específicos da, meditação desse mistério. Deste modo, o Rosário poderá exprimir com maior eficácia a sua ligação com a vida cristã.»(nº35)

O Rosário é compêndio do Evangelho, diz Santo Padre, João Paulo II, na sua Carta Apostolica sobre o Rosário.

Mas, para, através dele, podermos escutar, no Espírito, a voz do Pai, a fim de contemplarmos o rosto de Cristo, propõe:Criar ambiente de oração, colocando-se à escuta, através do silêncio.(nº18)

Enunciar o Mistério e fixar um ícone que o recorde e concentre a atenção (nº29)
Escutar (ler) a Palavra de Deus, «para dar fundamento bíblico e maior profundidade à meditação (nº30)

Fazer silêncio. A escuta e a meditação alimentam-se de silêncio (nº31)

Intenções:Pela paz «o Rosário é, por natureza, uma oração orientada para a paz, porque consiste na contemplação de Cristo. Ao mesmo tempo que nos leva a fixar os olhos em Cristo, torna-nos também construtores da paz no mundo» (nº40).


Pela família: os pais «O Rosário foi desde sempre também oração da família e pela família. A família que reza unida permanece unida: põe-se Jesus no centro, partilham-se com Ele alegrias e sofrimentos, colocam-se nas suas mãos necessidades e projectos e dele se recebem esperanças e a força para o caminho.» (nº 41)… e os filhos «Rezar o Rosário com os filhos e, mais ainda, com os filhos. Pode-se objectar que o Rosário parece uma oração pouco adaptada ao gosto das crianças e jovens de hoje.


Mas a objecção parte talvez da forma muitas vezes pouco cuidada de o rezar. Ora, ressalvada a sua estrutura fundamental, nada impede que a recitação do Rosário para crianças e jovens, tanto em família como em grupos, seja enriquecida com atractivos simbólicos e práticos, que favoreçam a sua compreensão e valorização. Por que não tentar?» (42)

Quaresma...


Cantinho da Reflexão

com Mons.Jonas Abib

Quaresma: tempo da Graça

Chegamos à Quaresma, o tempo da Graça, a hora da salvação. Para Deus, não há casos perdidos. Diferentemente de nós, que às vezes perdemos as esperanças por acreditar que não tem mais jeito, para Deus não há situações sem solução. Para Deus, não existe sucata e muito menos lata de lixo.

Tenha certeza de que a Quaresma é o tempo da oportunidade e da chance para todos. Basta acolher a hora da Graça. E a hora da Graça é agora. Perceba que Deus nos usa como luz. Por isso, incomodamos os que não são dEle. Somos motivo de questionamento para as pessoas que não se importam com Deus.

Portanto, não se iluda! Se somos de Deus, se vivemos de modo cristão, devemos empregar este tempo de Graça para acreditar ainda mais na salvação, estendendo para nossas famílias, já que todos precisam ser inteiramente do Senhor. Assim como Jesus escolheu Zaqueu, Ele nos escolheu - apesar de nossas limitações - para levá-Lo para nossas casas. Não tenham medo, pois em Cristo somos vencedores.Bom Caminho! Vamos juntos, do jeito de Maria!
Seu irmão,


O que é a Quaresma??


A Quaresma é o tempo litúrgico de conversão, que a Igreja marca para nos preparar para a grande festa da Páscoa.

É tempo para nos arrependermos dos nossos pecados e de mudar algo de nós para sermos melhores e podermos viver mais próximos de Cristo.

Dá-se início à Quaresma na Quarta-feira de Cinzas.

Na Igreja primitiva, variava a duração da Quaresma, mas eventualmente começava seis semanas (42 dias) antes da Páscoa.Isto só dava por resultado 36 dias de jejum (já que se excluem os domingos). No século VII foram acrescentados quatro dias antes do primeiro domingo da Quaresma estabelecendo os quarenta dias de jejum, para simbolizar o jejum de Cristo no deserto.

Era prática comum em Roma que os penitentes começassem sua penitência pública no primeiro dia de Quaresma. Eles eram salpicados de cinzas, vestidos com sisal e obrigados a manterem-se longe até que se reconciliassem com a Igreja na Quinta-feira Santa ou a Quinta-feira antes da Páscoa. Quando estas práticas caíram em desuso (do século VIII ao X) o início da tempo penitencial da Quaresma foi simbolizada colocando cinzas nas cabeças de toda a congregação.Hoje em dia na Igreja, na Quarta-feira de Cinzas, o cristão recebe uma cruz na fronte com as cinzas obtidas da queima das palmas usadas no Domingo de Ramos do ano anterior.

Com a imposição das cinzas, se inicia uma estação espiritual particularmente relevante para todo cristão que quer preparar-se dignamente para viver o Mistério Pascal, a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor Jesus.Este tempo forte do Ano litúrgico caracteriza-se pela mensagem bíblica que pode ser resumida numa palavra: " metanóia", que quer dizer "Conversão", ”Mudança”.

Este convite de mudança é feito ao cristão através do rito da imposição das cinzas, o qual, com as palavras "Convertei-vos e acreditai no Evangelho" e com a expressão "Lembra-te de que és pó e para o pó voltarás", convida a todos a reflectir sobre o dever da conversão, lembrando-nos a fragilidade da vida humana, sujeita à morte.

A conversão não é, nada mais que um voltar para Deus, valorizando as realidades terrenas sob a luz de Sua verdade. Uma valorização que implica uma consciência do nosso itinerário sobre a terra, e que nos impulsiona e estimula a trabalhar, a fim de que o Reino de Deus se instaure dentro de nós e triunfe em sua justiça.

Mafaoli 14:32
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Nossa Senhora de Lourdes



11 de fevereiro (+ França, 1858)

Em Lourdes, na gruta de Massabielle, Nossa Senhora apareceu dezoito vezes a Santa Bernardete, então menina de 14 anos. Na última das aparições, a Virgem Se identificou: " Eu sou a Imaculada Conceição ". Com essas palavras, confirmava o ato solene pelo qual o Papa Pio IX, quatro anos antes, proclamara a Conceição Imaculada da Santa Mãe de Deus.

Até nossos dias, curas e milagres prodigiosos ocorrem no local, que é procurado por peregrinos do mundo inteiro.

Oração

Ó Virgem puríssima, Nossa Senhora de Lourdes, que vos dignastes aparecer a Bernadette, no lugar solitário de uma gruta, para nos lembrar que é no sossego e recolhimento que Deus nos fala e nós falamos com ele, ajudai-nos a encontrar o sossego e a paz da alma que nos ajudem a conservar-nos sempre unidos a Deus. Nossa Senhora da gruta, dai-me a graça que vos peço e tanto preciso (pedido).
Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós.
Amém.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Santa Josephine Bakhita



8 de fevereiro

Nascida em 1869, Josefina tinha menos de 10 anos quando foi raptada por traficantes de escravos no Sudão, seu país de origem. O nome Bakhita foi dado pelos raptores e, em árabe, quer dizer afortunada.

Ela foi revendida 5 vezes, sendo humilhada e torturada, até se tornar serva de um general turco. Para agradá-lo, a mulher do oficial mandou tatuá-la. As imagens eram desenhadas no corpo com uma navalha. Para evitar a cicatrização, aplicava-se sal sobre os cortes, que viravam chagas. Foram 114 talhos na pele de Bakhita.

Aos 15 anos, a garota foi vendida para um cônsul italiano. Como na Itália não havia escravidão, ela acabou entrando para a Ordem das Filhas de Santa Madalena de Canossa.

Cumpriu suas tarefas religiosas até que uma doença misteriosa a matou, em 8 de fevereiro de 1947. Suas últimas palavras foram: "Nossa Senhora, Nossa Senhora...".

Em 17 de maio de 1992 foi beatificada pelo Papa João paulo II, e em 1 de Outubro de 2000 foi também por ele canonizada.

São Jerônimo Emiliano, Confessor



8 de fevereiro
(+ Veneza, 1537)

Pertencente a uma família nobre de Veneza, fez rápida carreira como militar e como político. Aprisionado pelos franceses, durante o cativeiro resolveu renunciar ao mundo e consagrar-se por inteiro a Deus. Foi libertado prodigiosamente por Nossa Senhora e retornou a sua cidade natal, onde foi ordenado sacerdote e se dedicou ao cuidado dos órfãos pobres. Fundou a Ordem dos Clérigos Regulares.

Considerado protetor dos órfãos e dos jovens abandonados, São Jerônimo Emiliano mudou radicalmente o sentido de sua vida, passando das facilidades das coisas mundanas ao caloroso trabalho das atividades apostólicas.

Nasceu em Veneza, no ano de 1481. Quando tinha quinze anos tornou-se soldado e dez anos depois, Senador. Feito prisioneiro de guerra por Luis XII, São Jerônimo começou a meditar melhor sobre sua vida e resolveu abandonar as festas e os prazeres para dedicar-se à vida monástica. Em suas atividades apostólicas incluía-se a ajuda aos necessitados, aos órfãos, às viúvas e aos prostituídos. Fundou hospitais, orfanatos, asilos, escolas profissionalizantes. Fundou também a Sociedade dos Clérigos Regulares em Bérgamo.

No dia 8 de Fevereiro de 1537, São Jerônimo Emiliano morre na cidade Somasca. Foi canonizado em 1767.

Escolhendo a Vida!!!


CF2008 – 1ª Semana

Escolhendo a vida


Todos os anos a Igreja, na época da Quaresma, propõe um tema de reflexão e conversão. Sem dúvida, os assuntos são desafiadores, polêmicos e... incomodam muito. Como se não bastasse colocar o problema diante de nossos olhos, ela ainda nos convida a mudar, a nos deixar transformar à luz do Evangelho... E, este ano, resolveu caprichar: vamos falar da vida. Da vida concreta, nos dias em que vivemos, ameaçada, agredida, discutida, desvalorizada, banalizada. Da vida das pessoas e do planeta, dos embriões e dos doentes terminais. Da vida na ótica dos cientistas e na prática dos políticos. Da vida como dom de Deus. E optemos sempre por ela.

1. Escolhendo a vida desde seu início
Num desses cartões de propaganda que podem ser encontrados em bares e restaurantes, surgiu, entre tantos outros, um muito inquietante que falava de liberdade. Era algo como: todo cidadão tem direito ao prazer, a decidir sobre o aborto, etc. E uma frase incluída entre vírgulas após a palavra cidadão dizia: inclusive os católicos...

No noticiário de uma importante rede de televisão e rádio da quarta-feira de cinzas, comentando a abertura da Campanha da Fraternidade deste ano, o repórter disse que o tema iria gerar polêmica, porque a Igreja católica estava reafirmando sua posição tradicional. Havia um tonzinho de crítica na voz da moça que fazia a reportagem, enfatizando que a Igreja proibia o aborto até em caso de estupro...

Uma revista meio intelectual publicou, há uns dois anos, o depoimento de várias personalidades do mundo artístico que haviam feito um ou mais abortos. Depoimentos contundentes que revelavam dor, mas também egoísmo e irresponsabilidade. Mas o tom da revista era algo como: faça o que quiser com seu corpo, com a vida e que se danem os outros, afinal você é livre...

Outro dia mesmo, foi veiculada a foto de um grupo de mulheres que participavam empolgadíssimas de uma manifestação de “católicas pelo direito ao aborto”...

Diante disso, é fácil chegar a uma conclusão rápida: vivemos tempos difíceis e ser católico parece que está ficando um pouco mais complicado, porque os novos tempos nos interpelam de forma cruel: quem, afinal, são vocês, católicos?

A Campanha da Fraternidade incomoda, sim, e sempre incomoda bastante. E incomoda porque falta fraternidade, porque falta coerência de nossa parte, porque não vivemos na justiça, porque camuflamos a verdade, porque criamos uma religião sob medida. A nossa medida. Não parece estranho rezar dezenas de ave-marias, invocando o mais belo título de Maria, Mãe de Deus, e ser a favor do aborto ou distribuir preservativos à vontade para adolescentes na véspera do carnaval?

Quando se fala que a legalização do aborto diminuiria o número de mortes das mulheres pobres, porque as ricas se viram bem em clínicas particulares, o que estamos tentando resolver? Será que, realmente, alguém espera que a Igreja católica aprove o aborto, que recomende a seus fiéis que façam sexo à vontade, quando bater o desejo, sem amor ou responsabilidade, que traiam seus companheiros por um momento de prazer mais emocionante, que financie, em todo o mundo, a construção de motéis, casas de massagem, bares onde se negociam garotas de programa?

A missão da Igreja é fazer memória de Cristo Jesus e anunciar a Boa Nova da Salvação. Isso implica, também, defender a vida e sua dignidade. Não pode haver anúncio do Evangelho, se não houver um empenho pela vida: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em plenitude, em abundância”, insistiu Jesus.

O problema é que a vida dá trabalho, porque precisa ser cuidada, reverenciada, amada, mais cuidada ainda, respeitada, dignificada, valorizada.

E os nossos tempos mandam viver a vida, curtir a vida, cada um pensando em si. O “eu me amo” tornou-se o novo lema filosófico; a liberdade e o poder aliaram-se ao binômio sexo livre e dinheiro a todo custo. Virou sinal de inteligência ser contra tudo o que é família, religião, moral, ética, pudor. Realmente, defender a vida, como Jesus queria, em nossos tempos, está ficando difícil.

Contudo, é preciso defendê-la, sim. E não achar que o aborto é solução para a mulher nem para a criança; e não achar que nosso corpo é uma máquina, um instrumento, uma cobaia; e não aceitar que erotizem nossas crianças, que manipulem nossos adolescentes; e não admitir que descartem o não belo, o não saudável, o não produtivo, o velho, quando se tratar de seres humanos.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Cinco Chagas de Cristo


07 de Fevereiro

O culto das Cinco Chagas do Senhor, isto é, as feridas que Cristo recebeu na Cruz e manifestou aos Apóstolos depois da Ressurreição, foi sempre uma devoção muito viva entre os portugueses, desde os começos da nacionalidade. São disso testemunho a literatura religiosa e a onomástica referente a pessoas e a instituições. Os Lusíadas sintetizam (1,7) o simbolismo que tradicionalmente relaciona as armas da bandeira nacional com as Chagas de Cristo. Assim, os Papas, a partir de Bento XIV, concederam para Portugal esta festa particular, que ultimamente veio a ser fixada neste dia.

A festa das Cinco Chagas do Senhor celebra a expressão da salvação em Cristo, remédio para a Humanidade, que sofreu por nosso Amor; As feridas que Senhor teve na paixão e morte, revela-as aos Apóstolos, após a Ressurreição, nomeadamente, a Tomé que ainda não acreditava. Alguns santos receberam-as, como sinal de graça, em estigmas na própria vida.

São utilizadas na bandeira portuguesa testemunho de fé dos portugueses:

Divinas mãos e pés, peito rasgado,
Chagas em brandas carnes imprimidas,
Meu Deus, que por salvar almas perdidas,
Por elas quereis ser crucificado.
Outra fé, outro amor, outro cuidado,
Outras dores às vossas são devidas,
Outros corações limpos, outras vidas,
Outro querer no vosso transformado.
Em Vós se encerrou toda a piedade, Ficou no mundo só toda a crueza;
Por isso cada um deu do que tinha.
Claros sinais de amor, ah saudade!
Minha consolação, minha firmeza,
Chagas do meu Senhor, redenção minha!*

São Ricardo, Rei e Confessor


7 de fevereiro
(+ Luca, Itália, 722)
Este monarca inglês teve um reinado curto, mas cheio de bons exemplos de governo sábio e prudente. Sua principal preocupação era ministrar a justiça, tendo um dom especial para apaziguar contendas e harmonizar interesses conflitantes. Abdicou da coroa e partiu para a Terra Santa, com o desejo de se tornar monge, mas faleceu durante a viagem, na Itália.

Foi pai de três príncipes que também receberam as honras dos altares: São Vinebaldo, São Vilibaldo e Santa Valberga.

São Ricardo de Wessex – o reino ocidental dos saxões, na Inglaterra – é parente próximo de São Bonifácio – talvez primo ou mesmo irmão. Embora ele às vezes seja chamado de Rei e figure nas listas de santos monarcas, ele na verdade era um nobre, provavelmente conde.

Seus filhos, Vilibaldo e Vunebaldo, e sua filha Valburga, também são santos. Juntos, eles partiram da Inglaterra em peregrinação à Terra Santa. Após cruzarem a França e chegarem à cidade de Lucca, no norte da Itália, São Ricardo adoeceu e faleceu, no ano de 722 d.C. Ele foi sepultado na igreja de San Frediano – onde ainda estão parte de suas relíquias – e logo sua tumba tornou-se local de veneração devido aos diversos milagres ocorridos no local.

Posteriormente seus três filhos foram recrutados por São Bonifácio, evangelizador da Germânia, para ajuda-lo na evangelização daquela região. Santa Valburga foi a primeira abadessa de Heindenhein, e seu irmão Vunebaldo fundou um mosteiro no mesmo local. São Vilibaldo tornou-se bispo de Eichstätt.

Partes das relíquias de São Ricardo foram transladadas para Eichstätt, Alemanha, onde muitas pessoas foram curadas por sua intercessão. Devido a esses milagres, ele às vezes é chamado de São Ricardo da Suábia (região localizada no sudoeste da atual Alemanha).

Oração:
Aceitando Cristo Nosso Deus como rei, ó nobre Ricardo,tu deixaste tuas terras em Wessex para se tornar um peregrino. Roga para que nós, em nossa peregrinação, encontremos a salvação das nossas almas.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

São João Bosco – 31 de Janeiro

Um dos traços mais característicos e atraentes deste santo moderno é sua alegria e laboriosidade. Seu caráter acolhedor e empreendedor tornaram-no, no decorrer do tempo, na história da Igreja e da humanidade, um exemplo fidedigno e estimulante de educador da juventude.
João Bosco nasceu em 1815, na Itália, e desde cedo teve esmerada educação humanista e religiosa. Tornou-se sacerdote e dedicou sua vida às crianças, sobremaneira as pobres, abandonadas e problemáticas. Seu sucesso fundamentava-se numa pedagogia amorosa que resgatava da indignidade e promovia no convívio saudável, na educação adequada, na formação religiosa e dos sentimentos. Criou os famosos oratórios, espaços de convivência para a prática de esportes, realização de atividades e catequese; divulgou a boa imprensa, escreveu vários livros.
Sua dedicação e santidade era tão naturais que convenceram um jovem que, também, se tornou santo: Domingos Sávio.
João Bosco foi sacerdote atuante em seu tempo, atento à problemática social e homem capaz de dialogar com a política e as religiões. Fundou duas congregações: os padres salesianos e as Irmãs de Maria Auxiliadora.
Faleceu no dia 31 de janeiro de 1888.


Oração

Senhor, que chamaste João Bosco para te servir nas crianças e nos jovens, olha com carinho redobrado para a nossa juventude.
Abre-lhe o espírito para o mundo e os saberes, desperta-lhe a mente para as descobertas e curiosidade do conhecimento,
abre-lhe o coração para a felicidade e a vida plena, para a amizade, o respeito e o teu amor imenso.
Chame muitos para se dedicarem a eles na educação, com o mesmo entusiasmo e a mesma coragem de são João Bosco.
Que Cristo Mestre nos ensine a amar e a servir na alegria.
Amém.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Santa Luzia, Virgem e Mártir


13 de dezembro (+ Sicília, séc IV)

É invocada como protetora especial contra as doenças dos olhos.

Santa Lúcia de Siracusa283 - 304), também conhecida por Santa Lúcia, foi uma jovem siciliana, venerada pelos católicos como virgem e mártir, que morreu por volta de 304 durante as perseguições de Diocleciano em Siracusa.

Na antigüidade cristã, juntamente com Santa Cecília, Santa Águeda e Santa Inês, a veneração à Santa Luzia foi das mais populares e, como as primeiras, tinha ofício próprio. Chegou a ter 20 templos em Roma dedicados ao seu culto.

Lúcia era uma jovem, filha de uma mãe de boas condições financeiras. Quando tornou-se mais velha, foi prometida para casar-se com um jovem rico de sua cidade. Luzia não aceitou a idéia, pois pretendia seguir carreira religiosa, mas sua mãe não gostava da idéia.

A mãe de Lúcia então ficou muito doente, a jovem pôs-se a rezar por sua mãe, e levou a seu leito as relíquias de Santa Águeda. A mãe de Luzia curou-se da doença e aceitou a idéia de sua filha seguir carreira religiosa.

O rapaz com quem Lúcia iria se casar não gostou da idéia e acusou-a de professar falsa fé cristã. O rapaz fez com que Luzia fosse julgada pela Igreja, até que foi decidido que a jovem virgem teria de ser levada a um prostíbulo para se contaminar.

Segundo a história, quando os guardas vieram buscar Luzia, seu corpo tornou-se tão pesado que nem muitos homens conseguiram tirá-la do lugar.

Lúcia então foi vítima de várias torturas, sendo que uma delas foi arrancar seus olhos, que foram colocados em uma bandeja e entregues ao seu ex-pretendente. Mesmo assim, no dia seguinte os olhos de Luzia apareceram em seu rosto, intactos.

Luzia continuou sendo torturada, até que no dia 13 de dezembro um golpe de espada cortou sua cabeça.

Depois de alguns anos Lúcia foi reconhecida como santa pelo Vaticano, e é hoje a protetora dos olhos.

Anos depois Lúcia foi canonizada, tornando-se santa e mártir da Igreja Católica, ela é a protetora dos olhos. Sua festa é celebrada em 13 de Dezembro.

(depoimento)No dia 13 de dezembro, nos países católicos, é comemorado o Dia de Santa Luzia. A santa é padroeira em muitas cidades brasileiras. Começar um artigo, assim, dá idéia que sou um católico praticante ou, talvez, um dos fervorosos devotos de Santa Luzia. Nada disso. Sou apenas cristão. Aliás, tenho tudo para não acreditar no santos. Nascido em lar evangélico, aprendi, desde cedo, por lição bíblica ou heteronomia, a não adorar os santos da Igreja Católica. Mas, em 2003, me aconteceu algo intrigante. Preparava, para o Curso de Letras, uma aula sobre Luzia-Homem, romance do sobralense Domingos Olímpio. Postulei a ficção naturalista recontaria a legenda da santa européia, através de uma lenda brasileira, bem nordestina, a de Luzia-Homem.

Li várias lendas do martírio da santa. Uma delas diz que Luzia nasceu na Sicília, Itália, nos século III, tempo de muitas perseguições cristãs. Seus pais eram cristãos, de origem nobre, e ricos. Com a morte do pai, sua mãe quis que se casasse com um moço de estirpe nobre, mas pagão. Como havia feito voto de virgindade a Cristo, não aceitou o casamento. Sentindo-se rejeitado, o noivo, denunciou-a ao governador Pascácio, um homem perverso que, em tribunal, intimou-a a sacrificar sua vida aos deuses pagãos.

A insistência de Pascácio para que Luzia, a todo custo, se casasse com o fidalgo, levou-a perguntar-lhe: “Afinal, o que este rapaz viu em mim, sendo ele tão rico e poderoso”. A resposta do governador foi taxativa: “São seus belos olhos que o encantam”. Luzia, então, pediu-lhe um pratinho e um arrancou, de súbito, seus olhos, e ofereceu ao noivo que a denunciou. Pascásio, irado, ordenou que Luzia fosse decapitada.

Oração à Santa Luzia – Protetora dos olhos - (13 de dezembro) Ó Santa Luzia preferistes deixar que os vossos olhos fossem vazados e arrancados antes de negar a fé e conspurcar vossa alma; e Deus com um milagre extraordinário, vos devolveu outros dois olhos sãos e perfeitos para recompensar vossa virtude e vossa fé, e vos constituiu protetora contra as doenças dos olhos, eu recorro à vós para que protejais minhas vistas e cureis a doença de meus olhos. Ó Santa Luzia, conservai a luz dos meus olhos para que eu possa ver as belezas da criação, o brilho do sol, o colorido das flores, o sorriso das crianças. Conservai também os olhos de minha alma, a fé, pela qual eu posso conhecer o meu Deus, compreender os seus ensinamentos, reconhecer o seu amor para comigo e nunca errar o caminho que me conduzirá onde vós, Santa Luzia, vos encontrais, em companhia dos Anjos e Santos. Santa Luzia, protejei meus olhos e conservai minha fé.
Amém.

São João da Cruz, Confessor e Doutor da Igreja



14 de dezembro

(+ Ubeda, Espanha, 1591)
Colaborador de Santa Teresa d`Ávila na reforma da Ordem carmelita e grande mestre da Mística.

Dele diz o Martirológio Romano-Monástico: "seu zelo e o sucesso de seus esforços causaram-lhe provações humilhantes, que lhe ensinaram a subir, dentro da noite escura, até à experiência mística do nada do homem diante da Majestade Divina".

São João da Cruz (n. 1542 - f. 1591) foi um frade carmelita espanhol, famoso por suas poesias místicas.

São João da Cruz nasceu em 1542, provavelmente no dia 24 de Junho, em
Fontiveros, província da cidade de Ávila, em Espanha. Os seus pais chamavam-se Gonzalo de Yepes e Catalina Alvarez. Gonzalo pertencia a uma família de posses da cidade de Toledo. Por ter-se casado com uma jovem de classe “inferior”, foi deserdado por seus pais e tornou-se tecelão de seda.

Em 1548, a família muda-se para Arévalo. Em 1551 transfere-se para Medina del Campo, onde o futuro reformador do Carmelo estuda numa escola destinada a crianças pobres.

Por suas aptidões, torna-se empregado do diretor do Hospital de Medina del Campo. Entre 1559 a 1563 estuda Humanidades com os Jesuítas. Ingressou na Ordem dos Carmelitas aos vinte e um anos de idade, em 1563, quando recebe o nome de Frei João de São Matias, em Medina del Campo. Pensa em tornar-se irmão leigo, mas seus superiores não o permitiram.

Entre 1564 e 1568 faz sua profissão religiosa e estuda em Salamanca. Tendo concluído com êxito seus estudos teológicos, em 1567 ordena-se sacerdote e celebra sua Primeira Missa.
No entanto, ficou muito desiludido pelo relaxamento da vida monástica em que viviam os Conventos
Carmelitas. Decepcionado, tenta passar para a Ordem dos Cartuxos, ordem muito austera, na qual poderia viver a severidade de vida religiosa à que se sentia chamado.

Em Setembro de 1567 encontra-se com Santa Teresa de Ávila, que lhe fala sobre o projeto de estender a Reforma da Ordem Carmelita também aos padres, surgindo posteriormente os carmelitas descalços. O jovem de apenas vinte e cinco anos de idade aceitou o desafio. Trocou o nome para João da Cruz.

No dia 28 de Novembro de 1568, juntamente com Frei Antônio de Jesús Heredia, inicia a Reforma. O desejo de voltar à mística religiosidade do deserto custou ao santo fundador maus tratos físicos e difamações.

Em 1577 foi preso por oito meses no cárcere de Toledo. Nessas trevas exteriores acendeu-se-lhe a chama de sua poesia espiritual. "Padecer e depois morrer" era o lema do autor da "Noite Escura da alma", da "Subida do monte Carmelo", do "Cântico Espiritual" e da "Chama de amor viva".