sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

RECADO PARA VOCÊ!!!!


Deus não trabalha na ansiedade do homem.

As coisas acontecem na hora certa!

As coisas acontecem exatamente quando devem acontecer!

Leia a primeira linha com atenção.

Se Deus trouxe isto a você, Ele lhe trará algo através disto!

Momentos felizes, louve a Deus.

Momentos difíceis, busque a Deus.

Momentos silenciosos, adore a Deus.


Momentos dolorosos, confie em Deus.

Cada momento, agradeça a Deus.


E seja plenamente feliz!!

Santo Osvaldo


29 de Fevereiro
Santo Osvaldo foi bispo e confessor.

Era irmão de Santo Odom, arcebispo de Cantuária, que o fez cónego de Winchester.

Renunciou, entretanto, a este cargo e fez-se monge em Fleury-sur-Loire, em França.

Foi nomeado bispo de Worcester e, juntamente com o arcebispo de Cantuária e o bispo de Winchester, restabeleceu a disciplina monástica. Diante da recusa do clero local em aceitar suas reformas, Santo Osvaldo mandou construir uma abadia e uma igreja dedicada a Nossa Senhora .

Ali colocou os beneditinos, substituindo assim o clero renitente.

Em 972 foi feito arcebispo de York, pelo rei Edgar.

Foi um grande incentivador das ciências, tornando os mosteiros sob sua jurisdição, verdadeiros centros de estudos.

Na Quaresma, costumava lavar diariamente os pés de doze pobres.

Segundo consta, Santo Osvaldo morreu quando terminava uma dessas cerimónias de lava-pés.

Era o dia 29 de Fevereiro de 992.



quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

São Cirilo e São Metódio, Bispo e Confessores


14 de fevereiro
Eram irmãos, naturais da Tessalônica, e se dedicaram à evangelização dos eslavos, na Europa Central.

São Cirilo criou um alfabeto próprio para os eslavos, para cuja língua traduziu as Sagradas Escrituras e os principais livros litúrgicos, sendo por isso considerado o pai da cultura eslava.

São Metódio foi bispo de Sírmio. Em 1980 ambos foram proclamados co-patronos da Europa, ao lado de São Bento, pelo Papa João Paulo II.

"Quem crê no Filho tem a vida eterna" Jo 3,36a

Os Santos empregaram toda a força do seu corpo e do seu amor em favor dos irmãos.

Hoje vamos lembrar dois Santos muito venerados na Europa: São Cirilo e São Metódio.

Ambos trabalharam na Europa Central, no século IX.

Foram eles que compuseram o alfabeto eslavo.

Puderam, assim, levar o povo a ler o Evangelho e a rezar na própria língua eslava.

Foram também os homens de maior influência sobre os povos da Europa Central, no primeiro milénio, desde a República Tcheca até à Polónia.

O Nascimento do Rosário

O Rosário é uma oração cuja origem se perde nos tempos. A tradição diz que foi revelado a S. Domingos de Gusmão (1170-1221), numa aparição de Nossa Senhora, quando ele se preparava para enfrentar a heresia albigense.

Parece não haver muitas dúvidas de que o Rosário nasceu para resolver um problema importante dos novos frades mendicantes. De facto, os franciscanos e dominicanos estavam a introduzir um novo tipo de ordem religiosa no século XII, em alternativa aos antigos monges, sobretudo Beneditinos e Agostinhos. Estes, nos seus mosteiros, rezavam todos os dias os 150 salmos do Saltério. Mas os mendicantes não o podiam fazer, não só por causa da sua pobreza e estilo de vida, mas também porque em grande parte eram analfabetos.

Assim nasceu, nos dominicanos, o Rosário, o “saltério de Nossa Senhora”, a “Bíblia dos pobres”, com 150 Avé-Marias. Um pouco mais tarde, em 1422, pelas mesmas razões, os franciscanos criaram a Coroa Seráfica, uma oração muito parecida, mas com estrutura ligeiramente diferente (tem sete mistérios, em honra das sete alegrias da Virgem, os mistérios Gozosos, trocando a Apresentação no Templo pela Adoração dos Magos e os dois últimos Gloriosos, acrescentando mais duas Avé-Marias em honra dos 72 anos da vida de Nossa Senhora na Terra).
Mas é preciso dizer que, nessa altura, não havia ainda a Ave Maria.

Já desde o século IV se usava a saudação do arcanjo S. Gabriel (Lc 1, 28) como forma de oração, mas só no século VII ela aparece na liturgia da festa da Anunciação como antífona do Ofertório.
No século XII, precisamente com o Rosário, juntam-se as duas saudações a Maria, a de S. Gabriel e a de S. Isabel (Lc 1, 42), tornando-se uma forma habitual de rezar.

Em 1262 o Papa Urbano IV (papa de 1261-1264) acrescenta-lhes a palavra “Jesus” no fim, criando assim a primeira parte da nossa Ave Maria.

Só no século XV se acrescenta a segunda parte de súplica, tirada de uma antífona medieval. Esta fórmula, que é a actual, torna-se oficial com o Papa Pio V (1566-1572). Grande reformador no espírito do concílio de Trento (1545-1563), S. Pio V é o responsável pela publicação do Catecismo, Missal e Breviário Romanos surgidos do Concílio, que renovam toda a vida a Igreja.

Foi precisamente no Breviário Romano, em 1568, que aparece pela primeira vez na oração oficial da Igreja a Avé-Maria.



Sabemos que nem sempre é fácil seguir Jesus, por isso pedimos a ajuda da Sua Mãe. E é através de Maria que chegamos até Jesus.Ao rezar o terço ou o Rosário, estamos a meditar nos mistérios da vida de Jesus e a pedir a intercessão de Maria para fazermos a vontade de Jesus e a melhor forma é tomá-La como modelo de fé e procurar ser como Ela e escutar o pedido que ela nos faz nas Bodas de Cana «Fazei o que Ele vos disser».

O Rosário até João Paulo II


O Rosário aparece em múltiplos momentos da vida da Igreja. Já no fresco do Juízo Final, pintado por Miguel Ângelo (1475-1564) na Capela Sistina do Vaticano de 1536 a 1541, estão representadas duas almas a serem puxada para o céu por um Terço. São as almas de um africano e de um asiático, mostrando a universalidade missionária da oração.

A 12 de Outubro de 1717, foi retirada do rio Paraíba uma imagem de Nossa Senhora com um Terço ao pescoço por três humildes pescadores, Domingos Martins Garcia, João Alves e Felipe Pedroso, em Guaratinguetá, São Paulo. Essa estátua, de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, foi declarada em 1929 Rainha e Padroeira do Brasil.

A Imaculada Conceição rezou o Terço com Bernadette Soubirous (1844-1879) nas aparições de Lourdes em 1858.

O Papa Leão XIII, “Papa do Rosário”, como lhe chama a recente Carta Apostólica do Papa (n.º 8) dedicou mais de 20 documentos só ao estudo desta oração, incluindo 11 encíclicas.

Também o Beato Bártolo Longo (1841-1926) é um os grandes divulgadores do Rosário, como o refere a recente Carta Apostólica (n.º 8, 15, 16, 36, 43). Antigo ateu, espírita e sacerdote satânico, depois da sua conversão viu na intercessão de Nossa Senhora a sua única hipótese de salvação. Sendo advogado, em 1872 deslocou-se à região de Pompeia por motivos profissionais e ficou chocado com a pobreza, ignorância, superstição e imoralidade dos habitantes dos pântanos. Entregou-se a eles para o resto da vida. Arranjou um quadro da Senhora do Rosário, que fez vários milagres e criou em 1873 a festa anual do Rosário, com música, corridas, fogo de artifício.

Construiu uma igreja para essa imagem, que se veio a tornar no Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Pompeia. Fundou uma congregação de freiras dominicanas para educar os órfãos da cidade, escreveu livros sobre o Rosário e divulgou a devoção dos «Quinze Sábados» de meditação dos mistérios.

Outro grande momento da divulgação do Terço é, sem dúvida, Fátima. “Rezar o Terço todos os dias” é a única coisa que a Senhora referiu em todas as suas seis aparições. A frase repete-se sucessivamente, quase como uma ladainha, manifestando bem a sua urgência e importância. Na carta do Dr. Carlos de Azevedo Mendes, num dos primeiros documentos escritos sobre Fátima, afirma-se “Como te disse examinei ou antes interroguei os três em separado. Todos dizem o mesmo sem a mais pequena alteração. A base principal que de tudo, o que me dizem, deduzi é «que a aparição quer que se espalhe a devoção do Terço»”

A história do Rosário não pode terminar sem referir um momento decisivo desta evolução. A escolha do Papa João Paulo II de celebrar as suas bodas de prata pontifícias com o Rosário, acrescentando-lhe os cinco mistérios luminosos, é um marco importante na devoção. Mas a ligação do Papa a esta oração não é de hoje, como ele mesmo diz na Carta: “Vinte e quatro anos atrás, no dia 29 de Outubro de 1978, apenas duas semanas depois da minha eleição para a Sé de Pedro, quase numa confidência, assim me exprimia: «O Rosário é a minha oração predilecta. Oração maravilhosa! Maravilhosa na simplicidade e na profundidade.»”(n.º 2)

O Rosário...


O Rosário é oração tipicamente meditativa e corresponde, de certo modo, à “oração do coração” (nº5)

O Pai Nosso «Após a escuta da Palavra e concentração no mistério, é natural que o espírito se eleve para o Pai. Em cada um dos seus mistérios, Jesus leva-nos sempre até ao Pai. para Quem Ele se volta continuamente.(nº32)

As dez “Ave Marias” «Este elemento é o mais encorporado do Rosário e também o que faz dele oração mariana por excelência. A repetição da Ave Maria no Rosário sintoniza-nos com este encanto de Deus: é júbilo, admiração, reconhecimento do maior milagre da história. O baricentro da Ave Maria, uma espécie de charneira entre a primeira parte e a segunda, é o nome de JESUS. …Ora, é precisamente pela acentuação dada ao nome de Jesus e ao seu mistério que se caracteriza a recitação expressiva e frutuosa ao Rosário.» (nº33)

O Glória «a doxologia trinitária é a meta da contemplação cristã. De facto, Cristo é o caminho que nos conduz ao Pai no Espírito. Se percorrermos em profundidade este caminho, achamo-nos continuamente na presença do mistério das três Pessoas divinas para As louvar, adorar, agradecer. É importante que o Glória, apogeu da contemplação, seja posto em grande evidência no Rosário.»(nº34)

A jaculatória final «Na prática corrente do Rosário, depois da doxologia trinitária diz-se uma jaculatória, que varia segundo os costumes. Sem diminuir em nada o valor de tais invocações, parece oportuno assinalar que a contemplação dos mistérios poderá manifestar melhor toda a sua fecundidade, se se tiver o cuidado de terminar cada um dos mistérios com uma oração para obter os frutos específicos da, meditação desse mistério. Deste modo, o Rosário poderá exprimir com maior eficácia a sua ligação com a vida cristã.»(nº35)

O Rosário é compêndio do Evangelho, diz Santo Padre, João Paulo II, na sua Carta Apostolica sobre o Rosário.

Mas, para, através dele, podermos escutar, no Espírito, a voz do Pai, a fim de contemplarmos o rosto de Cristo, propõe:Criar ambiente de oração, colocando-se à escuta, através do silêncio.(nº18)

Enunciar o Mistério e fixar um ícone que o recorde e concentre a atenção (nº29)
Escutar (ler) a Palavra de Deus, «para dar fundamento bíblico e maior profundidade à meditação (nº30)

Fazer silêncio. A escuta e a meditação alimentam-se de silêncio (nº31)

Intenções:Pela paz «o Rosário é, por natureza, uma oração orientada para a paz, porque consiste na contemplação de Cristo. Ao mesmo tempo que nos leva a fixar os olhos em Cristo, torna-nos também construtores da paz no mundo» (nº40).


Pela família: os pais «O Rosário foi desde sempre também oração da família e pela família. A família que reza unida permanece unida: põe-se Jesus no centro, partilham-se com Ele alegrias e sofrimentos, colocam-se nas suas mãos necessidades e projectos e dele se recebem esperanças e a força para o caminho.» (nº 41)… e os filhos «Rezar o Rosário com os filhos e, mais ainda, com os filhos. Pode-se objectar que o Rosário parece uma oração pouco adaptada ao gosto das crianças e jovens de hoje.


Mas a objecção parte talvez da forma muitas vezes pouco cuidada de o rezar. Ora, ressalvada a sua estrutura fundamental, nada impede que a recitação do Rosário para crianças e jovens, tanto em família como em grupos, seja enriquecida com atractivos simbólicos e práticos, que favoreçam a sua compreensão e valorização. Por que não tentar?» (42)

Quaresma...


Cantinho da Reflexão

com Mons.Jonas Abib

Quaresma: tempo da Graça

Chegamos à Quaresma, o tempo da Graça, a hora da salvação. Para Deus, não há casos perdidos. Diferentemente de nós, que às vezes perdemos as esperanças por acreditar que não tem mais jeito, para Deus não há situações sem solução. Para Deus, não existe sucata e muito menos lata de lixo.

Tenha certeza de que a Quaresma é o tempo da oportunidade e da chance para todos. Basta acolher a hora da Graça. E a hora da Graça é agora. Perceba que Deus nos usa como luz. Por isso, incomodamos os que não são dEle. Somos motivo de questionamento para as pessoas que não se importam com Deus.

Portanto, não se iluda! Se somos de Deus, se vivemos de modo cristão, devemos empregar este tempo de Graça para acreditar ainda mais na salvação, estendendo para nossas famílias, já que todos precisam ser inteiramente do Senhor. Assim como Jesus escolheu Zaqueu, Ele nos escolheu - apesar de nossas limitações - para levá-Lo para nossas casas. Não tenham medo, pois em Cristo somos vencedores.Bom Caminho! Vamos juntos, do jeito de Maria!
Seu irmão,


O que é a Quaresma??


A Quaresma é o tempo litúrgico de conversão, que a Igreja marca para nos preparar para a grande festa da Páscoa.

É tempo para nos arrependermos dos nossos pecados e de mudar algo de nós para sermos melhores e podermos viver mais próximos de Cristo.

Dá-se início à Quaresma na Quarta-feira de Cinzas.

Na Igreja primitiva, variava a duração da Quaresma, mas eventualmente começava seis semanas (42 dias) antes da Páscoa.Isto só dava por resultado 36 dias de jejum (já que se excluem os domingos). No século VII foram acrescentados quatro dias antes do primeiro domingo da Quaresma estabelecendo os quarenta dias de jejum, para simbolizar o jejum de Cristo no deserto.

Era prática comum em Roma que os penitentes começassem sua penitência pública no primeiro dia de Quaresma. Eles eram salpicados de cinzas, vestidos com sisal e obrigados a manterem-se longe até que se reconciliassem com a Igreja na Quinta-feira Santa ou a Quinta-feira antes da Páscoa. Quando estas práticas caíram em desuso (do século VIII ao X) o início da tempo penitencial da Quaresma foi simbolizada colocando cinzas nas cabeças de toda a congregação.Hoje em dia na Igreja, na Quarta-feira de Cinzas, o cristão recebe uma cruz na fronte com as cinzas obtidas da queima das palmas usadas no Domingo de Ramos do ano anterior.

Com a imposição das cinzas, se inicia uma estação espiritual particularmente relevante para todo cristão que quer preparar-se dignamente para viver o Mistério Pascal, a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor Jesus.Este tempo forte do Ano litúrgico caracteriza-se pela mensagem bíblica que pode ser resumida numa palavra: " metanóia", que quer dizer "Conversão", ”Mudança”.

Este convite de mudança é feito ao cristão através do rito da imposição das cinzas, o qual, com as palavras "Convertei-vos e acreditai no Evangelho" e com a expressão "Lembra-te de que és pó e para o pó voltarás", convida a todos a reflectir sobre o dever da conversão, lembrando-nos a fragilidade da vida humana, sujeita à morte.

A conversão não é, nada mais que um voltar para Deus, valorizando as realidades terrenas sob a luz de Sua verdade. Uma valorização que implica uma consciência do nosso itinerário sobre a terra, e que nos impulsiona e estimula a trabalhar, a fim de que o Reino de Deus se instaure dentro de nós e triunfe em sua justiça.

Mafaoli 14:32
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Nossa Senhora de Lourdes



11 de fevereiro (+ França, 1858)

Em Lourdes, na gruta de Massabielle, Nossa Senhora apareceu dezoito vezes a Santa Bernardete, então menina de 14 anos. Na última das aparições, a Virgem Se identificou: " Eu sou a Imaculada Conceição ". Com essas palavras, confirmava o ato solene pelo qual o Papa Pio IX, quatro anos antes, proclamara a Conceição Imaculada da Santa Mãe de Deus.

Até nossos dias, curas e milagres prodigiosos ocorrem no local, que é procurado por peregrinos do mundo inteiro.

Oração

Ó Virgem puríssima, Nossa Senhora de Lourdes, que vos dignastes aparecer a Bernadette, no lugar solitário de uma gruta, para nos lembrar que é no sossego e recolhimento que Deus nos fala e nós falamos com ele, ajudai-nos a encontrar o sossego e a paz da alma que nos ajudem a conservar-nos sempre unidos a Deus. Nossa Senhora da gruta, dai-me a graça que vos peço e tanto preciso (pedido).
Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós.
Amém.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Santa Josephine Bakhita



8 de fevereiro

Nascida em 1869, Josefina tinha menos de 10 anos quando foi raptada por traficantes de escravos no Sudão, seu país de origem. O nome Bakhita foi dado pelos raptores e, em árabe, quer dizer afortunada.

Ela foi revendida 5 vezes, sendo humilhada e torturada, até se tornar serva de um general turco. Para agradá-lo, a mulher do oficial mandou tatuá-la. As imagens eram desenhadas no corpo com uma navalha. Para evitar a cicatrização, aplicava-se sal sobre os cortes, que viravam chagas. Foram 114 talhos na pele de Bakhita.

Aos 15 anos, a garota foi vendida para um cônsul italiano. Como na Itália não havia escravidão, ela acabou entrando para a Ordem das Filhas de Santa Madalena de Canossa.

Cumpriu suas tarefas religiosas até que uma doença misteriosa a matou, em 8 de fevereiro de 1947. Suas últimas palavras foram: "Nossa Senhora, Nossa Senhora...".

Em 17 de maio de 1992 foi beatificada pelo Papa João paulo II, e em 1 de Outubro de 2000 foi também por ele canonizada.

São Jerônimo Emiliano, Confessor



8 de fevereiro
(+ Veneza, 1537)

Pertencente a uma família nobre de Veneza, fez rápida carreira como militar e como político. Aprisionado pelos franceses, durante o cativeiro resolveu renunciar ao mundo e consagrar-se por inteiro a Deus. Foi libertado prodigiosamente por Nossa Senhora e retornou a sua cidade natal, onde foi ordenado sacerdote e se dedicou ao cuidado dos órfãos pobres. Fundou a Ordem dos Clérigos Regulares.

Considerado protetor dos órfãos e dos jovens abandonados, São Jerônimo Emiliano mudou radicalmente o sentido de sua vida, passando das facilidades das coisas mundanas ao caloroso trabalho das atividades apostólicas.

Nasceu em Veneza, no ano de 1481. Quando tinha quinze anos tornou-se soldado e dez anos depois, Senador. Feito prisioneiro de guerra por Luis XII, São Jerônimo começou a meditar melhor sobre sua vida e resolveu abandonar as festas e os prazeres para dedicar-se à vida monástica. Em suas atividades apostólicas incluía-se a ajuda aos necessitados, aos órfãos, às viúvas e aos prostituídos. Fundou hospitais, orfanatos, asilos, escolas profissionalizantes. Fundou também a Sociedade dos Clérigos Regulares em Bérgamo.

No dia 8 de Fevereiro de 1537, São Jerônimo Emiliano morre na cidade Somasca. Foi canonizado em 1767.

Escolhendo a Vida!!!


CF2008 – 1ª Semana

Escolhendo a vida


Todos os anos a Igreja, na época da Quaresma, propõe um tema de reflexão e conversão. Sem dúvida, os assuntos são desafiadores, polêmicos e... incomodam muito. Como se não bastasse colocar o problema diante de nossos olhos, ela ainda nos convida a mudar, a nos deixar transformar à luz do Evangelho... E, este ano, resolveu caprichar: vamos falar da vida. Da vida concreta, nos dias em que vivemos, ameaçada, agredida, discutida, desvalorizada, banalizada. Da vida das pessoas e do planeta, dos embriões e dos doentes terminais. Da vida na ótica dos cientistas e na prática dos políticos. Da vida como dom de Deus. E optemos sempre por ela.

1. Escolhendo a vida desde seu início
Num desses cartões de propaganda que podem ser encontrados em bares e restaurantes, surgiu, entre tantos outros, um muito inquietante que falava de liberdade. Era algo como: todo cidadão tem direito ao prazer, a decidir sobre o aborto, etc. E uma frase incluída entre vírgulas após a palavra cidadão dizia: inclusive os católicos...

No noticiário de uma importante rede de televisão e rádio da quarta-feira de cinzas, comentando a abertura da Campanha da Fraternidade deste ano, o repórter disse que o tema iria gerar polêmica, porque a Igreja católica estava reafirmando sua posição tradicional. Havia um tonzinho de crítica na voz da moça que fazia a reportagem, enfatizando que a Igreja proibia o aborto até em caso de estupro...

Uma revista meio intelectual publicou, há uns dois anos, o depoimento de várias personalidades do mundo artístico que haviam feito um ou mais abortos. Depoimentos contundentes que revelavam dor, mas também egoísmo e irresponsabilidade. Mas o tom da revista era algo como: faça o que quiser com seu corpo, com a vida e que se danem os outros, afinal você é livre...

Outro dia mesmo, foi veiculada a foto de um grupo de mulheres que participavam empolgadíssimas de uma manifestação de “católicas pelo direito ao aborto”...

Diante disso, é fácil chegar a uma conclusão rápida: vivemos tempos difíceis e ser católico parece que está ficando um pouco mais complicado, porque os novos tempos nos interpelam de forma cruel: quem, afinal, são vocês, católicos?

A Campanha da Fraternidade incomoda, sim, e sempre incomoda bastante. E incomoda porque falta fraternidade, porque falta coerência de nossa parte, porque não vivemos na justiça, porque camuflamos a verdade, porque criamos uma religião sob medida. A nossa medida. Não parece estranho rezar dezenas de ave-marias, invocando o mais belo título de Maria, Mãe de Deus, e ser a favor do aborto ou distribuir preservativos à vontade para adolescentes na véspera do carnaval?

Quando se fala que a legalização do aborto diminuiria o número de mortes das mulheres pobres, porque as ricas se viram bem em clínicas particulares, o que estamos tentando resolver? Será que, realmente, alguém espera que a Igreja católica aprove o aborto, que recomende a seus fiéis que façam sexo à vontade, quando bater o desejo, sem amor ou responsabilidade, que traiam seus companheiros por um momento de prazer mais emocionante, que financie, em todo o mundo, a construção de motéis, casas de massagem, bares onde se negociam garotas de programa?

A missão da Igreja é fazer memória de Cristo Jesus e anunciar a Boa Nova da Salvação. Isso implica, também, defender a vida e sua dignidade. Não pode haver anúncio do Evangelho, se não houver um empenho pela vida: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em plenitude, em abundância”, insistiu Jesus.

O problema é que a vida dá trabalho, porque precisa ser cuidada, reverenciada, amada, mais cuidada ainda, respeitada, dignificada, valorizada.

E os nossos tempos mandam viver a vida, curtir a vida, cada um pensando em si. O “eu me amo” tornou-se o novo lema filosófico; a liberdade e o poder aliaram-se ao binômio sexo livre e dinheiro a todo custo. Virou sinal de inteligência ser contra tudo o que é família, religião, moral, ética, pudor. Realmente, defender a vida, como Jesus queria, em nossos tempos, está ficando difícil.

Contudo, é preciso defendê-la, sim. E não achar que o aborto é solução para a mulher nem para a criança; e não achar que nosso corpo é uma máquina, um instrumento, uma cobaia; e não aceitar que erotizem nossas crianças, que manipulem nossos adolescentes; e não admitir que descartem o não belo, o não saudável, o não produtivo, o velho, quando se tratar de seres humanos.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Cinco Chagas de Cristo


07 de Fevereiro

O culto das Cinco Chagas do Senhor, isto é, as feridas que Cristo recebeu na Cruz e manifestou aos Apóstolos depois da Ressurreição, foi sempre uma devoção muito viva entre os portugueses, desde os começos da nacionalidade. São disso testemunho a literatura religiosa e a onomástica referente a pessoas e a instituições. Os Lusíadas sintetizam (1,7) o simbolismo que tradicionalmente relaciona as armas da bandeira nacional com as Chagas de Cristo. Assim, os Papas, a partir de Bento XIV, concederam para Portugal esta festa particular, que ultimamente veio a ser fixada neste dia.

A festa das Cinco Chagas do Senhor celebra a expressão da salvação em Cristo, remédio para a Humanidade, que sofreu por nosso Amor; As feridas que Senhor teve na paixão e morte, revela-as aos Apóstolos, após a Ressurreição, nomeadamente, a Tomé que ainda não acreditava. Alguns santos receberam-as, como sinal de graça, em estigmas na própria vida.

São utilizadas na bandeira portuguesa testemunho de fé dos portugueses:

Divinas mãos e pés, peito rasgado,
Chagas em brandas carnes imprimidas,
Meu Deus, que por salvar almas perdidas,
Por elas quereis ser crucificado.
Outra fé, outro amor, outro cuidado,
Outras dores às vossas são devidas,
Outros corações limpos, outras vidas,
Outro querer no vosso transformado.
Em Vós se encerrou toda a piedade, Ficou no mundo só toda a crueza;
Por isso cada um deu do que tinha.
Claros sinais de amor, ah saudade!
Minha consolação, minha firmeza,
Chagas do meu Senhor, redenção minha!*

São Ricardo, Rei e Confessor


7 de fevereiro
(+ Luca, Itália, 722)
Este monarca inglês teve um reinado curto, mas cheio de bons exemplos de governo sábio e prudente. Sua principal preocupação era ministrar a justiça, tendo um dom especial para apaziguar contendas e harmonizar interesses conflitantes. Abdicou da coroa e partiu para a Terra Santa, com o desejo de se tornar monge, mas faleceu durante a viagem, na Itália.

Foi pai de três príncipes que também receberam as honras dos altares: São Vinebaldo, São Vilibaldo e Santa Valberga.

São Ricardo de Wessex – o reino ocidental dos saxões, na Inglaterra – é parente próximo de São Bonifácio – talvez primo ou mesmo irmão. Embora ele às vezes seja chamado de Rei e figure nas listas de santos monarcas, ele na verdade era um nobre, provavelmente conde.

Seus filhos, Vilibaldo e Vunebaldo, e sua filha Valburga, também são santos. Juntos, eles partiram da Inglaterra em peregrinação à Terra Santa. Após cruzarem a França e chegarem à cidade de Lucca, no norte da Itália, São Ricardo adoeceu e faleceu, no ano de 722 d.C. Ele foi sepultado na igreja de San Frediano – onde ainda estão parte de suas relíquias – e logo sua tumba tornou-se local de veneração devido aos diversos milagres ocorridos no local.

Posteriormente seus três filhos foram recrutados por São Bonifácio, evangelizador da Germânia, para ajuda-lo na evangelização daquela região. Santa Valburga foi a primeira abadessa de Heindenhein, e seu irmão Vunebaldo fundou um mosteiro no mesmo local. São Vilibaldo tornou-se bispo de Eichstätt.

Partes das relíquias de São Ricardo foram transladadas para Eichstätt, Alemanha, onde muitas pessoas foram curadas por sua intercessão. Devido a esses milagres, ele às vezes é chamado de São Ricardo da Suábia (região localizada no sudoeste da atual Alemanha).

Oração:
Aceitando Cristo Nosso Deus como rei, ó nobre Ricardo,tu deixaste tuas terras em Wessex para se tornar um peregrino. Roga para que nós, em nossa peregrinação, encontremos a salvação das nossas almas.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

São João Bosco – 31 de Janeiro

Um dos traços mais característicos e atraentes deste santo moderno é sua alegria e laboriosidade. Seu caráter acolhedor e empreendedor tornaram-no, no decorrer do tempo, na história da Igreja e da humanidade, um exemplo fidedigno e estimulante de educador da juventude.
João Bosco nasceu em 1815, na Itália, e desde cedo teve esmerada educação humanista e religiosa. Tornou-se sacerdote e dedicou sua vida às crianças, sobremaneira as pobres, abandonadas e problemáticas. Seu sucesso fundamentava-se numa pedagogia amorosa que resgatava da indignidade e promovia no convívio saudável, na educação adequada, na formação religiosa e dos sentimentos. Criou os famosos oratórios, espaços de convivência para a prática de esportes, realização de atividades e catequese; divulgou a boa imprensa, escreveu vários livros.
Sua dedicação e santidade era tão naturais que convenceram um jovem que, também, se tornou santo: Domingos Sávio.
João Bosco foi sacerdote atuante em seu tempo, atento à problemática social e homem capaz de dialogar com a política e as religiões. Fundou duas congregações: os padres salesianos e as Irmãs de Maria Auxiliadora.
Faleceu no dia 31 de janeiro de 1888.


Oração

Senhor, que chamaste João Bosco para te servir nas crianças e nos jovens, olha com carinho redobrado para a nossa juventude.
Abre-lhe o espírito para o mundo e os saberes, desperta-lhe a mente para as descobertas e curiosidade do conhecimento,
abre-lhe o coração para a felicidade e a vida plena, para a amizade, o respeito e o teu amor imenso.
Chame muitos para se dedicarem a eles na educação, com o mesmo entusiasmo e a mesma coragem de são João Bosco.
Que Cristo Mestre nos ensine a amar e a servir na alegria.
Amém.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Santa Luzia, Virgem e Mártir


13 de dezembro (+ Sicília, séc IV)

É invocada como protetora especial contra as doenças dos olhos.

Santa Lúcia de Siracusa283 - 304), também conhecida por Santa Lúcia, foi uma jovem siciliana, venerada pelos católicos como virgem e mártir, que morreu por volta de 304 durante as perseguições de Diocleciano em Siracusa.

Na antigüidade cristã, juntamente com Santa Cecília, Santa Águeda e Santa Inês, a veneração à Santa Luzia foi das mais populares e, como as primeiras, tinha ofício próprio. Chegou a ter 20 templos em Roma dedicados ao seu culto.

Lúcia era uma jovem, filha de uma mãe de boas condições financeiras. Quando tornou-se mais velha, foi prometida para casar-se com um jovem rico de sua cidade. Luzia não aceitou a idéia, pois pretendia seguir carreira religiosa, mas sua mãe não gostava da idéia.

A mãe de Lúcia então ficou muito doente, a jovem pôs-se a rezar por sua mãe, e levou a seu leito as relíquias de Santa Águeda. A mãe de Luzia curou-se da doença e aceitou a idéia de sua filha seguir carreira religiosa.

O rapaz com quem Lúcia iria se casar não gostou da idéia e acusou-a de professar falsa fé cristã. O rapaz fez com que Luzia fosse julgada pela Igreja, até que foi decidido que a jovem virgem teria de ser levada a um prostíbulo para se contaminar.

Segundo a história, quando os guardas vieram buscar Luzia, seu corpo tornou-se tão pesado que nem muitos homens conseguiram tirá-la do lugar.

Lúcia então foi vítima de várias torturas, sendo que uma delas foi arrancar seus olhos, que foram colocados em uma bandeja e entregues ao seu ex-pretendente. Mesmo assim, no dia seguinte os olhos de Luzia apareceram em seu rosto, intactos.

Luzia continuou sendo torturada, até que no dia 13 de dezembro um golpe de espada cortou sua cabeça.

Depois de alguns anos Lúcia foi reconhecida como santa pelo Vaticano, e é hoje a protetora dos olhos.

Anos depois Lúcia foi canonizada, tornando-se santa e mártir da Igreja Católica, ela é a protetora dos olhos. Sua festa é celebrada em 13 de Dezembro.

(depoimento)No dia 13 de dezembro, nos países católicos, é comemorado o Dia de Santa Luzia. A santa é padroeira em muitas cidades brasileiras. Começar um artigo, assim, dá idéia que sou um católico praticante ou, talvez, um dos fervorosos devotos de Santa Luzia. Nada disso. Sou apenas cristão. Aliás, tenho tudo para não acreditar no santos. Nascido em lar evangélico, aprendi, desde cedo, por lição bíblica ou heteronomia, a não adorar os santos da Igreja Católica. Mas, em 2003, me aconteceu algo intrigante. Preparava, para o Curso de Letras, uma aula sobre Luzia-Homem, romance do sobralense Domingos Olímpio. Postulei a ficção naturalista recontaria a legenda da santa européia, através de uma lenda brasileira, bem nordestina, a de Luzia-Homem.

Li várias lendas do martírio da santa. Uma delas diz que Luzia nasceu na Sicília, Itália, nos século III, tempo de muitas perseguições cristãs. Seus pais eram cristãos, de origem nobre, e ricos. Com a morte do pai, sua mãe quis que se casasse com um moço de estirpe nobre, mas pagão. Como havia feito voto de virgindade a Cristo, não aceitou o casamento. Sentindo-se rejeitado, o noivo, denunciou-a ao governador Pascácio, um homem perverso que, em tribunal, intimou-a a sacrificar sua vida aos deuses pagãos.

A insistência de Pascácio para que Luzia, a todo custo, se casasse com o fidalgo, levou-a perguntar-lhe: “Afinal, o que este rapaz viu em mim, sendo ele tão rico e poderoso”. A resposta do governador foi taxativa: “São seus belos olhos que o encantam”. Luzia, então, pediu-lhe um pratinho e um arrancou, de súbito, seus olhos, e ofereceu ao noivo que a denunciou. Pascásio, irado, ordenou que Luzia fosse decapitada.

Oração à Santa Luzia – Protetora dos olhos - (13 de dezembro) Ó Santa Luzia preferistes deixar que os vossos olhos fossem vazados e arrancados antes de negar a fé e conspurcar vossa alma; e Deus com um milagre extraordinário, vos devolveu outros dois olhos sãos e perfeitos para recompensar vossa virtude e vossa fé, e vos constituiu protetora contra as doenças dos olhos, eu recorro à vós para que protejais minhas vistas e cureis a doença de meus olhos. Ó Santa Luzia, conservai a luz dos meus olhos para que eu possa ver as belezas da criação, o brilho do sol, o colorido das flores, o sorriso das crianças. Conservai também os olhos de minha alma, a fé, pela qual eu posso conhecer o meu Deus, compreender os seus ensinamentos, reconhecer o seu amor para comigo e nunca errar o caminho que me conduzirá onde vós, Santa Luzia, vos encontrais, em companhia dos Anjos e Santos. Santa Luzia, protejei meus olhos e conservai minha fé.
Amém.

São João da Cruz, Confessor e Doutor da Igreja



14 de dezembro

(+ Ubeda, Espanha, 1591)
Colaborador de Santa Teresa d`Ávila na reforma da Ordem carmelita e grande mestre da Mística.

Dele diz o Martirológio Romano-Monástico: "seu zelo e o sucesso de seus esforços causaram-lhe provações humilhantes, que lhe ensinaram a subir, dentro da noite escura, até à experiência mística do nada do homem diante da Majestade Divina".

São João da Cruz (n. 1542 - f. 1591) foi um frade carmelita espanhol, famoso por suas poesias místicas.

São João da Cruz nasceu em 1542, provavelmente no dia 24 de Junho, em
Fontiveros, província da cidade de Ávila, em Espanha. Os seus pais chamavam-se Gonzalo de Yepes e Catalina Alvarez. Gonzalo pertencia a uma família de posses da cidade de Toledo. Por ter-se casado com uma jovem de classe “inferior”, foi deserdado por seus pais e tornou-se tecelão de seda.

Em 1548, a família muda-se para Arévalo. Em 1551 transfere-se para Medina del Campo, onde o futuro reformador do Carmelo estuda numa escola destinada a crianças pobres.

Por suas aptidões, torna-se empregado do diretor do Hospital de Medina del Campo. Entre 1559 a 1563 estuda Humanidades com os Jesuítas. Ingressou na Ordem dos Carmelitas aos vinte e um anos de idade, em 1563, quando recebe o nome de Frei João de São Matias, em Medina del Campo. Pensa em tornar-se irmão leigo, mas seus superiores não o permitiram.

Entre 1564 e 1568 faz sua profissão religiosa e estuda em Salamanca. Tendo concluído com êxito seus estudos teológicos, em 1567 ordena-se sacerdote e celebra sua Primeira Missa.
No entanto, ficou muito desiludido pelo relaxamento da vida monástica em que viviam os Conventos
Carmelitas. Decepcionado, tenta passar para a Ordem dos Cartuxos, ordem muito austera, na qual poderia viver a severidade de vida religiosa à que se sentia chamado.

Em Setembro de 1567 encontra-se com Santa Teresa de Ávila, que lhe fala sobre o projeto de estender a Reforma da Ordem Carmelita também aos padres, surgindo posteriormente os carmelitas descalços. O jovem de apenas vinte e cinco anos de idade aceitou o desafio. Trocou o nome para João da Cruz.

No dia 28 de Novembro de 1568, juntamente com Frei Antônio de Jesús Heredia, inicia a Reforma. O desejo de voltar à mística religiosidade do deserto custou ao santo fundador maus tratos físicos e difamações.

Em 1577 foi preso por oito meses no cárcere de Toledo. Nessas trevas exteriores acendeu-se-lhe a chama de sua poesia espiritual. "Padecer e depois morrer" era o lema do autor da "Noite Escura da alma", da "Subida do monte Carmelo", do "Cântico Espiritual" e da "Chama de amor viva".

São Timóteo, Mártir, e São Tito, Confessor



26 de janeiro


(+ Ásia Menor, séc. I)
São Timóteo foi batizado pelo Apóstolo São Paulo, que lhe escreveu duas Epístolas na qual o chama discípulo caríssimo, amado filho e irmão. Acompanhou São Paulo em suas viagens apostólicas. Foi o primeiro bispo de Éfeso e morreu apedrejado e espancado por pagãos. São Tito, também convertido por São Paulo, acompanhou-o em algumas viagens e realizou missões delicadas em Corinto. Feito mais tarde bispo de Creta, ali morreu.

O calendário da Igreja volta a homenagear Timóteo, agora juntamente com Tito, por terem ambos vivenciado toda a experiência de São Paulo, escolhendo por este motivo, o dia após a celebração da conversão do apóstolo.

Os dois têm suas páginas individuais, destacando suas vidas. Um santo muito antigo, venerado há muitos e muitos séculos, morreu no ano de 97. Timóteo era o "braço direito" do apóstolo Paulo, seu grande amigo e companheiro, sendo considerado, ao lado do mestre, como o primeiro e corajoso pregador do cristianismo. Quase sempre evangelizaram juntos, mas por várias vezes, Paulo o mandou como representante, em quase todos os lugares importantes daquela época, enquanto ele próprio abria novos caminhos.

Timóteo nasceu em Listra, Ásia. Seu pai era grego e pagão, a mãe se chamava Eunice e era judia. Foi educado dentro do judaísmo. Assim, quando o apóstolo Paulo esteve naquela cidade, tanto sua avó, mãe e ele próprio, então com vinte anos, se converteram. A partir daí, Timóteo decidiu que o seguiria e nunca mais se afastou do santo apóstolo.

Fiel colaborador de Paulo, o acompanhou em suas viagens a Filipos, Tessalônica, Atenas, Corinto, Éfeso e Roma. Exceto quando ele o enviava para algumas missões nas igrejas que tinham fundado, com o objetivo de corrigir erros e manter a paz. Como fez em Tessalônica, com o seu aspecto de rapaz frágil. Porém "que ninguém despreze a tua jovem idade", lhe escreveu Paulo na primeira das duas cartas pessoais. E aos cristãos de Corinto o apresenta assim: "Estou lhes mandando Timóteo, meu filho dileto e fiel no Senhor: manterá em suas memórias os caminhos que lhes ensinei".

Na Palestina, o apóstolo ficou preso durante dois anos e tudo indica que Timóteo foi seu companheiro nessa situação também. Mas ao final deste período, ele foi colocado em liberdade, enquanto Paulo era levado para Roma. Quando Paulo retornou, por volta do ano 66, Timóteo era o bispo de Éfeso e, com este cargo, foi nomeado pelo apóstolo para liderar a Igreja da Ásia Menor.

As epístolas de Paulo, à ele endereçadas, viraram pura literatura cristã e se tornaram documentos preciosos de todos os tempos, como leme e bússola para a Igreja. Mas, a sua morte nos ilustra muito bem o que era ser cristão e apóstolo naquela época. Durante uma grande festa onde era adorada a deusa Diana, Timóteo se colocou no centro dos pagãos e, tentando convertê-los, iniciou um severo discurso criticando e repreendendo o culto herege. Como resposta, os pagãos o mataram a pedradas e pauladas. O apóstolo Paulo, escreveu a segunda carta a Timóteo estando de novo na prisão, a espera de sua morte: "Procure vir para junto de mim". Muitos, de fato, o haviam abandonado; o fiel Tito estava na Dalmácia; o frio o fazia sofrer e ele recomenda a Timóteo; "Traga-me o manto que deixei em Troadi".

Santa Ângela de Mérici, Virgem



27 de janeiro (+ Bréscia, 1540)

Ângela Mérici nasceu em 1470, na cidade de Desenzano, no norte da Itália. O período histórico era o do Renascimento e da Reforma da Igreja, provocada pela doutrina luterana. Os pais eram camponeses pobres e muito religiosos. E desde pequena, ela teve seu coração inclinado pela vida religiosa, preferindo a leitura da vida dos Santos. De fato, sua provação começou muito cedo, na infância, quando ficou órfã de pai. Logo em seguida perdeu a mãe e a irmãzinha, com quem se identificava muito. Assim, ela foi viver na casa de um tio, que a havia adotado, mas que também veio a falecer. Voltou à terra natal. Depois de passar dias e dias chorando, com apenas treze anos, pediu para ingressar num convento, entrando para a Ordem Terceira de São Francisco de Assis.

Ângela tinha apenas o curso primário e chegou a ser "conselheira" de governadores, bispos, doutores e sacerdotes. Os seus sofrimentos, sua entrega à Deus e a vida meditativa de penitência lhe trouxeram, através do Espírito Santo, o dom do conselho, que consiste em saber ponderar as soluções adequadas para todas as situação da vida. Ela também, percebeu que naquele momento histórico, as meninas não tinham quem as educassem e livrassem dos perigos morais, e que as novas teorias levavam as pessoas a querer organizar a vida como se Deus não existisse. Para lutar contra o paganismo, era preciso restaurar a célula familiar.

Inspirada pela Virgem Maria, fundou a Comunidade das irmãs Ursulinas, em homenagem a santa Úrsula, a mártir do século IV, que dirigia o grupo das moças virgens, que morreram por defender sua religião e sua castidade.

Ângela acabou se tornando a portadora de uma mensagem inovadora para sua época. Organizou um grupo de vinte e oito moças, para ensinar catecismo em cada bairro e vila da região. As "Ursulinas" tinham como finalidade a formação das futuras mães, segundo os dogmas cristãos.

Ângela teve uma concepção bastante revolucionária para sua época, quando se dizia que uma sólida educação cristã para as moças só seria possível dentro das grades de uma clausura. Decidiu que era a hora de fazer a comunidade se tornar uma Congregação religiosa.Consta, pela tradição, que antes de ir à Roma para dar início a esse projeto, quis fazer uma peregrinação em Jerusalém. Assim que chegou, ficou cega. Visitou os Lugares Sagrados e os viu com o espírito, não com os olhos. Só recobrou a visão, na volta, quando parou numa pequena cidade onde existia um crucifixo milagroso, foi até ele, rezou e se curou.

Anos depois, foi recebida pelo papa Clemente VII, durante o Jubileu de 1525, que deu início ao processo de fundação da Congregação, que ela desejava. Ângela a implantou na Bréscia, dez anos depois, quando saiu a aprovação definitiva. E alí, a fundadora morreu aos setenta e cinco anos, em 27 de janeiro de 1540 e foi canonizada, em 1807.

Santa Ângela de Mérici, atualmente, recebe as homenagens no dia de sua morte.

São Tomás de Aquino, Confessor e Doutor da Igreja



28 de janeiro
(+ Fossa Nuova, 1274)
Sacerdote dominicano, foi inicialmente discípulo de Santo Alberto Magno, passando depois a lecionar na Universidade de Paris. Escreveu mais de cem obras, entre as quais se destacam a Suma contra os gentios e a Suma Teológica.

Foi chamado Doutor Angélico e Doutor Comum. Sua autoridade é, de certa forma, única entre os teólogos católicos. Durante o Concílio de Trento, a Suma Teológica foi colocada sobre o altar, ao lado das Sagradas Escrituras, para indicar que era à luz da doutrina tomista que se deveria interpretar a Palavra de Deus.

Tomás de Aquino foi um trabalhador incansável e um espírito metódico, que se empenhou em ordenar o saber teológico e moral acumulado na Idade Média, sobretudo o que recebeu através de seu mestre Alberto Magno.

Mas foi principalmente influenciado por Santo Agostinho e, mais ainda, por Alberto Magno, seu mestre em Paris.

Foi sobretudo em Paris que Tomás de Aquino viveu intensamente os conflitos intelectuais, típicos de sua época, que opunha o conhecimento pela razão, a teologia à filosofia, a crença na revelação biblíca às investigações dos filósofos gregos.

O mais importante fator de conflitos entre os admiradores do estarigita e dos defensores da fé residia no fato de a doutrina aristotélica apresentar, à primeira vista, um conteúdo muito distinto da concepção cristã do mundo.

Segundo Santo Tomás a razão pode provar a existência de Deus através de cinco vias, todas de índole realista: considera-se algum aspecto da realidade dada pelos sentidos como o efeito do qual se procura a causa.

A primeira fundamenta-se na constatação de que no universo existe movimento. Baseado em Aristóteles, Santo Tomás considera que todo o movimento tem uma causa.

A segunda via diz respeito à idéia de causa em geral. Todas as coisas ou são causas ou são efeitos, não se podendo conceber que alguma coisa seja causa de si mesma.

A terceira via refere-se aos conceitos de necessidade e possibilidade. Todos os seres estão em permanente transformação, alguns sendo gerados, outros se corrompendo e deixando de existir.

A quarta via tomista para provar a existência de Deus é de índole platônica e baseia-se nos graus hierárquicos de perfeição observados nas coisas.

A quinta via fundamenta-se na ordem das coisas.

A distinção real ou ontológica entre essência e existência possibilitou a Tomás de Aquino refutar racionalmente e rejeitar como heréticas certas concepções correntes, na época, sobre dogmas da encarnação de Cristo e da Trindade.

A harmonização, no plano social e político, entre poder temporal e poder espiritual seria análoga à que Santo Tomás procura estabelecer entre filosofia e teologia, entre RAZÃO E FÉ.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

São Mesmino, Confessor


15 de dezembro

(+ França, séc.VI)

Fundou o mosteiro de Micy, perto de Orléans, numa propriedade que o rei Clóvis lhe dera.

Foi o primeiro abade desse mosteiro e teve como discípulos São Calásio e Santo Avito